{"id":2544,"date":"2026-06-22T15:33:16","date_gmt":"2026-06-22T18:33:16","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=2544"},"modified":"2026-06-22T13:48:28","modified_gmt":"2026-06-22T16:48:28","slug":"varredora-direitos-trabalhistas-mg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/varredora-direitos-trabalhistas-mg\/","title":{"rendered":"Empresa nega banheiro a funcion\u00e1ria e \u00e9 condenada por direitos trabalhistas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma empresa de loca\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra tempor\u00e1ria foi condenada pela <a href=\"https:\/\/portal.trt3.jus.br\/internet\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Justi\u00e7a do Trabalho de Minas Gerais<\/a> a pagar R$ 4 mil a uma varredora de rua por viola\u00e7\u00e3o de direitos trabalhistas. A trabalhadora atuava sem acesso a banheiro e sem espa\u00e7o adequado para se alimentar durante o expediente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A senten\u00e7a \u00e9 da ju\u00edza Ra\u00edssa Rodrigues Gomide, da 2\u00aa Vara do Trabalho de Ouro Preto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A rotina relatada pela trabalhadora<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo da jornada, a varredora dependia de moradores e comerciantes para conseguir usar um banheiro pelo trajeto. Na maioria das vezes, o pedido era negado. Para comer, a op\u00e7\u00e3o era sentar em cal\u00e7adas ou pra\u00e7as, carregando \u00e1gua e alimentos na mochila, junto ao carrinho de lixo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pr\u00f3prio representante da empresa confirmou, em depoimento no processo, que banheiros qu\u00edmicos n\u00e3o eram fornecidos aos trabalhadores da equipe. A contratante alegou que oferecia vale-refei\u00e7\u00e3o e que havia instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias dispon\u00edveis no percurso, mas as provas reunidas no processo n\u00e3o sustentaram essa vers\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que a Justi\u00e7a reconheceu<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a ju\u00edza, deixar funcion\u00e1rios sem instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e sem local para refei\u00e7\u00e3o fere padr\u00f5es m\u00ednimos de sa\u00fade, higiene e seguran\u00e7a, configurando viola\u00e7\u00e3o de direitos trabalhistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A condena\u00e7\u00e3o se baseou no Tema 54 do Incidente de Recursos Repetitivos (IRR) do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que autoriza indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a trabalhadores de limpeza de vias p\u00fablicas nessas condi\u00e7\u00f5es. A decis\u00e3o tamb\u00e9m citou os artigos 186 e 927 do C\u00f3digo Civil e o artigo 5\u00ba, incisos V e X, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na hora de definir o valor, a ju\u00edza levou em conta a gravidade da situa\u00e7\u00e3o, a dura\u00e7\u00e3o do contrato e a capacidade econ\u00f4mica das partes. A indeniza\u00e7\u00e3o ficou em R$ 4 mil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A empresa recorreu. O processo aguarda julgamento no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma empresa de loca\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra tempor\u00e1ria foi condenada pela Justi\u00e7a do Trabalho de Minas Gerais a pagar R$ 4 mil a uma varredora de rua por viola\u00e7\u00e3o de direitos trabalhistas. A trabalhadora atuava sem acesso a banheiro e sem espa\u00e7o adequado para se alimentar durante o expediente. 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