{"id":2999,"date":"2026-06-25T14:25:16","date_gmt":"2026-06-25T17:25:16","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=2999"},"modified":"2026-06-25T14:25:17","modified_gmt":"2026-06-25T17:25:17","slug":"rejuste-indevido-vereadores-jose-goncalves-de-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/rejuste-indevido-vereadores-jose-goncalves-de-minas\/","title":{"rendered":"Vereadores do Norte de Minas ter\u00e3o que devolver dinheiro de reajuste salarial ilegal: preju\u00edzo R$ 350 mil aos cofres p\u00fablicos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <a href=\"https:\/\/www.mpmg.mp.br\/portal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas Gerais (MPMG) <\/a>entrou com a\u00e7\u00e3o judicial contra nove vereadores e ex-vereadores de Jos\u00e9 Gon\u00e7alves de Minas, no Norte do estado, por um reajuste indevido de sal\u00e1rios que teria causado preju\u00edzo superior a R$ 350 mil aos cofres p\u00fablicos. A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada pela Promotoria de Justi\u00e7a de Turmalina e pede a devolu\u00e7\u00e3o integral dos valores recebidos a mais, com corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros, al\u00e9m da suspens\u00e3o dos pagamentos ainda realizados com base na norma questionada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como funcionava o esquema do reajuste indevido<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em mar\u00e7o de 2022, os vereadores aprovaram a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 003\/2022, que elevou em 28,12% os pr\u00f3prios subs\u00eddios, passando de R$ 3.400 para R$ 4.356,08, um aumento que passou a valer ainda durante o mandato dos pr\u00f3prios parlamentares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resolu\u00e7\u00e3o ainda estabeleceu efeitos retroativos a 1\u00ba de janeiro de 2022, o que fez com que cada vereador recebesse, em abril daquele ano, R$ 2.868,24 referentes \u00e0s diferen\u00e7as dos tr\u00eas primeiros meses. Os holerites anexados ao processo mostram que os valores provenientes do reajuste indevido continuaram sendo pagos mensalmente at\u00e9 o fim do mandato, em 2024, resultando no preju\u00edzo estimado em mais de R$ 350 mil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso teve origem em uma den\u00fancia encaminhada \u00e0 Ouvidoria do MPMG, que levou \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o de um inqu\u00e9rito civil antes do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o reajuste foi considerado ilegal<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o MPMG, a medida contraria diretamente a Constitui\u00e7\u00e3o Federal e a Lei Org\u00e2nica Municipal. Ambas determinam que altera\u00e7\u00f5es na remunera\u00e7\u00e3o de vereadores s\u00f3 podem produzir efeitos na legislatura seguinte, justamente para impedir que parlamentares sejam beneficiados por reajuste indevido aprovado por eles mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O promotor de Justi\u00e7a respons\u00e1vel pelo caso destaca o conflito de interesses que marcou a situa\u00e7\u00e3o. &#8220;A impessoalidade e a moralidade foram deixadas de lado quando o agente p\u00fablico tornou-se, ao mesmo tempo, autor e destinat\u00e1rio da vantagem&#8221;, afirma trecho da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O MPMG aponta tamb\u00e9m que a retroatividade viola a legisla\u00e7\u00e3o municipal, que pro\u00edbe a produ\u00e7\u00e3o de efeitos financeiros anteriores \u00e0 publica\u00e7\u00e3o oficial dos atos normativos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que o Minist\u00e9rio P\u00fablico pede \u00e0 Justi\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em car\u00e1ter liminar, o MPMG solicita \u00e0 C\u00e2mara Municipal que suspenda imediatamente os pagamentos realizados com base na resolu\u00e7\u00e3o questionada e que restaure o subs\u00eddio original de R$ 3.400.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No m\u00e9rito, a a\u00e7\u00e3o pede a declara\u00e7\u00e3o de nulidade integral da norma e a condena\u00e7\u00e3o dos envolvidos \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o de todos os valores recebidos indevidamente, incluindo diferen\u00e7as mensais, pagamentos retroativos e reflexos no d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio, todos corrigidos monetariamente e com acr\u00e9scimo de juros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A expectativa \u00e9 de que o processo seja apreciado pela Justi\u00e7a nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas Gerais (MPMG) entrou com a\u00e7\u00e3o judicial contra nove vereadores e ex-vereadores de Jos\u00e9 Gon\u00e7alves de Minas, no Norte do estado, por um reajuste indevido de sal\u00e1rios que teria causado preju\u00edzo superior a R$ 350 mil aos cofres p\u00fablicos. 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