{"id":4066,"date":"2026-07-08T14:52:29","date_gmt":"2026-07-08T17:52:29","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=4066"},"modified":"2026-07-08T14:52:30","modified_gmt":"2026-07-08T17:52:30","slug":"paciente-que-perdeu-umbigo-cirurgia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/paciente-que-perdeu-umbigo-cirurgia\/","title":{"rendered":"M\u00e9dico deve indenizar paciente que perdeu umbigo em cirurgia est\u00e9tica em MG"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <a href=\"https:\/\/www.tjmg.jus.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Justi\u00e7a de Minas Gerais<\/a> condenou um m\u00e9dico e uma cl\u00ednica de Uberl\u00e2ndia a pagar R$ 20.375 de indeniza\u00e7\u00e3o a uma paciente que teve complica\u00e7\u00f5es ap\u00f3s cirurgias de abdominoplastia e lipoaspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois dos procedimentos, surgiram inflama\u00e7\u00e3o persistente, necrose e os pontos abriram. A mulher afirmou que perdeu o umbigo e que a cicatriz resultante comprometeu mais a apar\u00eancia do abd\u00f4men do que a flacidez que a levou \u00e0 mesa cir\u00fargica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que a Justi\u00e7a considerou para condenar o m\u00e9dico&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O juiz Jos\u00e9 Maur\u00edcio Cantarino Villela baseou a condena\u00e7\u00e3o no princ\u00edpio jur\u00eddico de que em cirurgia puramente est\u00e9tica, o m\u00e9dico n\u00e3o responde s\u00f3 pela t\u00e9cnica. Ele responde pelo resultado prometido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, isso significa que, se o resultado n\u00e3o for entregue, o profissional pode ser responsabilizado, salvo quando a complica\u00e7\u00e3o ocorre por fator fora do seu controle.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A condena\u00e7\u00e3o prev\u00ea R$ 10 mil por danos morais e outros R$ 10 mil por danos est\u00e9ticos, al\u00e9m de R$ 375 em ressarcimento de despesas diretas com a cirurgia. O m\u00e9dico e a cl\u00ednica tamb\u00e9m dever\u00e3o arcar com metade dos custos de uma futura interven\u00e7\u00e3o reparadora e dos tratamentos subsequentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como o processo corre em segredo de Justi\u00e7a, os nomes do m\u00e9dico e da cl\u00ednica n\u00e3o foram divulgados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fumar antes da cirurgia pesou na decis\u00e3o judicial&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A senten\u00e7a reconheceu que a paciente tamb\u00e9m contribuiu para o resultado. Mesmo orientada a parar, ela manteve o h\u00e1bito de fumar antes e depois das cirurgias, o que elevou o risco de complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas o juiz afirmou que o m\u00e9dico sabia disso na v\u00e9spera da cirurgia. Por se tratar de uma opera\u00e7\u00e3o eletiva, sem urg\u00eancia, ele deveria ter adiado o procedimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao optar por manter a data mesmo ciente do risco, assumiu parte da responsabilidade pelo desfecho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a de Minas Gerais condenou um m\u00e9dico e uma cl\u00ednica de Uberl\u00e2ndia a pagar R$ 20.375 de indeniza\u00e7\u00e3o a uma paciente que teve complica\u00e7\u00f5es ap\u00f3s cirurgias de abdominoplastia e lipoaspira\u00e7\u00e3o. Depois dos procedimentos, surgiram inflama\u00e7\u00e3o persistente, necrose e os pontos abriram. 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