{"id":4132,"date":"2026-07-09T13:15:09","date_gmt":"2026-07-09T16:15:09","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=4132"},"modified":"2026-07-09T13:15:10","modified_gmt":"2026-07-09T16:15:10","slug":"cesta-basica-aumenta-em-17-capitais-junho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/cesta-basica-aumenta-em-17-capitais-junho\/","title":{"rendered":"Cesta b\u00e1sica fica mais cara em 17 capitais brasileiras em junho; BH registra alta de 12,52% em 12 meses"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cesta b\u00e1sica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras em junho, enquanto em outras 10 o custo m\u00e9dio recuou, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica de Alimentos, realizada mensalmente pelo <a href=\"https:\/\/www.dieese.org.br\/analisecestabasica\/2026\/202606cestabasica.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese)<\/a> em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre maio e junho de 2026, as maiores eleva\u00e7\u00f5es ocorreram em Boa Vista (3,28%), Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%). As maiores redu\u00e7\u00f5es foram registradas em Jo\u00e3o Pessoa (-3,97%), Recife (-3,62%) e Macei\u00f3 (-3,61%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No acumulado dos primeiros seis meses do ano, todas as 27 capitais pesquisadas registraram alta nos pre\u00e7os da cesta b\u00e1sica, com varia\u00e7\u00f5es entre 4,02%, em S\u00e3o Lu\u00eds, e 21,48%, em Fortaleza.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que puxou os pre\u00e7os da cesta b\u00e1sica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O principal respons\u00e1vel pelas altas em junho foi o feij\u00e3o, que aumentou em todas as cidades analisadas. O feij\u00e3o carioca, comercializado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, S\u00e3o Paulo e Belo Horizonte, registrou alta em todas as capitais, com varia\u00e7\u00f5es entre 2,10%, em Belo Horizonte, e 18,92%, em Manaus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 12 meses, o produto acumulou altas expressivas em todas as pra\u00e7as, chegando a 70,95% em Goi\u00e2nia. As valoriza\u00e7\u00f5es t\u00eam sido sustentadas pela redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea cultivada e pelas adversidades clim\u00e1ticas que afetaram a primeira e a segunda safras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m subiram o arroz agulhinha em 14 capitais, a carne bovina de primeira em 19 capitais e o leite integral em 16 capitais. Em contrapartida, o caf\u00e9 em p\u00f3 caiu em 25 cidades e o a\u00e7\u00facar recuou em 25 capitais, resultado do avan\u00e7o das colheitas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Feij\u00e3o e batata lideram as altas em BH<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Belo Horizonte, a cesta b\u00e1sica ficou praticamente est\u00e1vel no m\u00eas, com alta de apenas 0,09% em rela\u00e7\u00e3o a maio, e custou R$ 826,72 em junho. No entanto, na compara\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos 12 meses, a capital mineira registrou uma das maiores altas do pa\u00eds, de 12,52%, ficando atr\u00e1s apenas de Cuiab\u00e1 (14,71%) e Aracaju (13,12%). No acumulado de 2026, BH registra alta de 14,30%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os produtos que mais subiram em BH nos \u00faltimos 12 meses foram batata (61,50%), feij\u00e3o carioca (55,46%), tomate (29,73%), banana (12,52%) e carne bovina de primeira (11,22%). No mesmo per\u00edodo, ca\u00edram caf\u00e9 em p\u00f3 (-22,58%), a\u00e7\u00facar cristal (-21,17%), arroz agulhinha (-16,03%), farinha de trigo (-5,83%) e manteiga (-5,68%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalhador de Belo Horizonte remunerado pelo sal\u00e1rio m\u00ednimo precisou trabalhar 112 horas e 12 minutos para adquirir a cesta b\u00e1sica em junho de 2026. Em junho do ano passado, o tempo necess\u00e1rio era de 106 horas e 29 minutos. Considerando o desconto de 7,5% da Previd\u00eancia Social, o trabalhador comprometeu 55,14% da renda l\u00edquida para custear a cesta no m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As capitais com cesta mais cara e mais barata<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em junho, S\u00e3o Paulo registrou a cesta b\u00e1sica mais cara do pa\u00eds, com custo de R$ 965,47. Na sequ\u00eancia aparecem Cuiab\u00e1 (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florian\u00f3polis (R$ 918,42).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composi\u00e7\u00e3o da cesta difere das demais regi\u00f5es, os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), S\u00e3o Lu\u00eds (R$ 654,73), Macei\u00f3 (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).<br>Em m\u00e9dia, nas 27 capitais pesquisadas, o trabalhador remunerado pelo sal\u00e1rio m\u00ednimo comprometeu 52,02% da renda l\u00edquida para adquirir os alimentos b\u00e1sicos em junho de 2026.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quanto deveria ser o sal\u00e1rio m\u00ednimo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base na cesta b\u00e1sica mais cara do pa\u00eds, o Dieese estimou que o sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio para manter uma fam\u00edlia de quatro pessoas em junho de 2026 deveria ser de R$ 8.110,92, valor equivalente a cinco vezes o piso atual de R$ 1.621.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas estimativas consideram determina\u00e7\u00f5es constitucionais que estabelecem que o sal\u00e1rio m\u00ednimo deve cobrir despesas com alimenta\u00e7\u00e3o, moradia, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, vestu\u00e1rio, higiene, transporte, lazer e previd\u00eancia. Em maio, o valor necess\u00e1rio era de R$ 7.999,44, e em junho de 2025, quando o m\u00ednimo era de R$ 1.518, o valor estimado era de R$ 7.416,07.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cesta b\u00e1sica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras em junho, enquanto em outras 10 o custo m\u00e9dio recuou, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 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