{"id":4305,"date":"2026-07-13T12:40:00","date_gmt":"2026-07-13T15:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=4305"},"modified":"2026-07-13T13:48:51","modified_gmt":"2026-07-13T16:48:51","slug":"prato-feito-fica-7-2-mais-caro-veja-precos-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/prato-feito-fica-7-2-mais-caro-veja-precos-no-pais\/","title":{"rendered":"Prato feito fica 7,2% mais caro: veja pre\u00e7os em todo o Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O prato feito, famoso &#8220;PF&#8221;, ficou mais caro em todas as regi\u00f5es do Brasil. O pre\u00e7o m\u00e9dio nacional da refei\u00e7\u00e3o composta por arroz, feij\u00e3o, prote\u00edna, salada e guarni\u00e7\u00e3o chegou a R$ 31,90 em junho de 2026, acumulando alta de 5,4% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o, quando o valor era de R$ 30,27, e de 7,2% frente a janeiro, quando custava R$ 29,77.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados s\u00e3o do \u00cdndice Prato Feito (IPF), elaborado pelo N\u00facleo de Estudos Econ\u00f4micos da <a href=\"https:\/\/facsp.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Faculdade do Com\u00e9rcio (FAC-SP)<\/a>, institui\u00e7\u00e3o de ensino superior mantida pela Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo (ACSP).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, o trabalhador que almo\u00e7a fora de casa em todos os dias \u00fateis do m\u00eas passa a gastar cerca de R$ 638 mensais apenas com o prato feito, considerando 20 refei\u00e7\u00f5es por m\u00eas. Em fam\u00edlias com mais de um integrante trabalhando fora, esse valor pode superar R$ 1 mil mensais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As regi\u00f5es com o prato feito mais caro<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do IPF mostram diferen\u00e7as relevantes no custo da refei\u00e7\u00e3o entre as regi\u00f5es. O Sul registrou o maior pre\u00e7o m\u00e9dio, seguido pelo Centro-Oeste. Veja o pre\u00e7o de refer\u00eancia em cada regi\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Sul:<\/strong> R$ 34,90<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Centro-Oeste:<\/strong> R$ 34,45<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Sudeste:<\/strong> R$ 31,99<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Nordeste:<\/strong> R$ 30,00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Norte:<\/strong> R$ 29,99<\/li>\n\n\n\n<li><strong>M\u00e9dia nacional:<\/strong> R$ 31,90<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a entre Sul e Norte, as regi\u00f5es mais cara e mais barata respectivamente, chega a aproximadamente 16,4%. Fatores como custo dos im\u00f3veis comerciais, renda local, log\u00edstica, m\u00e3o de obra, concorr\u00eancia e perfil de consumo ajudam a explicar a disparidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Brasil n\u00e3o almo\u00e7a pelo mesmo pre\u00e7o. O prato feito evidencia diferen\u00e7as regionais importantes, mas tamb\u00e9m mostra um movimento comum: a refei\u00e7\u00e3o b\u00e1sica est\u00e1 mais cara em todo o pa\u00eds&#8221;, afirma Rodrigo Sim\u00f5es Galv\u00e3o, economista e coordenador t\u00e9cnico do IPF.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Porque o PF est\u00e1 mais caro<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Galv\u00e3o destaca que o prato feito funciona como um term\u00f4metro do custo de vida real do trabalhador brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O prato feito \u00e9 a economia servida no prato. Nele est\u00e3o o arroz, o feij\u00e3o e a carne, mas tamb\u00e9m o aluguel do ponto comercial, a energia el\u00e9trica, o sal\u00e1rio dos funcion\u00e1rios, o transporte, os tributos, o custo financeiro e a margem do empres\u00e1rio. Quando o prato feito sobe, n\u00e3o \u00e9 apenas o alimento que ficou mais caro; \u00e9 toda a estrutura econ\u00f4mica pressionando o pre\u00e7o final&#8221;, explica.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os principais fatores que impactam a forma\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o est\u00e3o os alimentos, a m\u00e3o de obra, a energia el\u00e9trica, o aluguel do ponto comercial, a log\u00edstica, os juros e a recomposi\u00e7\u00e3o das margens operacionais. Isso significa que, mesmo quando alguns itens da cesta b\u00e1sica apresentam estabilidade ou queda, o pre\u00e7o do prato feito pode continuar subindo por press\u00e3o de outros custos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O prato feito, famoso &#8220;PF&#8221;, ficou mais caro em todas as regi\u00f5es do Brasil. 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