{"id":4449,"date":"2026-07-14T17:20:56","date_gmt":"2026-07-14T20:20:56","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=4449"},"modified":"2026-07-14T17:20:57","modified_gmt":"2026-07-14T20:20:57","slug":"funcionaria-trans-ganha-132-mil-mg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/funcionaria-trans-ganha-132-mil-mg\/","title":{"rendered":"Funcion\u00e1ria trans ganha R$ 13,2 mil por transfobia em MG"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Vara do Trabalho de Guaxup\u00e9, no sul de Minas Gerais, condenou uma administradora de cart\u00f5es de cr\u00e9dito a pagar R$ 13,2 mil por transfobia no trabalho a uma funcion\u00e1ria contratada em regime de experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trabalhadora afirmou ter sido direcionada ao banheiro do m\u00e9dico do trabalho, em outro andar, enquanto as demais usavam o sanit\u00e1rio do mesmo pavimento. O deslocamento, segundo ela, tornava dif\u00edcil cumprir o esquema de pausas da empresa. O nome civil tamb\u00e9m permanecia nos sistemas internos, mesmo ap\u00f3s a formaliza\u00e7\u00e3o do nome social.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que os autos comprovaram como transfobia no trabalho<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As testemunhas ouvidas no processo confirmaram a vers\u00e3o da trabalhadora. Os autos registraram ainda declara\u00e7\u00f5es transf\u00f3bicas feitas por colegas dentro da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nenhuma provid\u00eancia da empregadora para apurar ou responsabilizar os envolvidos foi identificada nos autos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O juiz Carlos Adriano Dani Lebourg n\u00e3o reconheceu o desligamento como discriminat\u00f3rio, por entender que o contrato simplesmente chegou ao fim do prazo. A discrimina\u00e7\u00e3o durante a vig\u00eancia do v\u00ednculo, por\u00e9m, foi considerada plenamente comprovada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><strong>Por que a empresa foi condenada<\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tr\u00eas bases jur\u00eddicas sustentaram a condena\u00e7\u00e3o: o posicionamento do STF sobre identidade de g\u00eanero como direito da personalidade, os Protocolos para Julgamento com Perspectiva de G\u00eanero do CNJ e a Conven\u00e7\u00e3o n\u00ba 190 da <a href=\"https:\/\/www.ilo.org\/brasilia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT)<\/a>, que atribui ao empregador a obriga\u00e7\u00e3o de garantir ambiente livre de ass\u00e9dio e viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As restri\u00e7\u00f5es identificadas foram suficientes, para o ju\u00edzo, para configurar ofensa direta \u00e0 dignidade da trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A administradora recorreu. O processo aguarda julgamento no <a href=\"https:\/\/www.trt3.jus.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tribunal Regional do Trabalho da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRT-MG)<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Vara do Trabalho de Guaxup\u00e9, no sul de Minas Gerais, condenou uma administradora de cart\u00f5es de cr\u00e9dito a pagar R$ 13,2 mil por transfobia no trabalho a uma funcion\u00e1ria contratada em regime de experi\u00eancia. 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