{"id":4734,"date":"2026-07-20T12:21:07","date_gmt":"2026-07-20T15:21:07","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=4734"},"modified":"2026-07-20T12:21:54","modified_gmt":"2026-07-20T15:21:54","slug":"venda-casada-no-cinema-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/venda-casada-no-cinema-indenizacao\/","title":{"rendered":"Cinema pro\u00edbe cliente de entrar com lanche e \u00e9 condenado a pagar R$ 10.000"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma cliente foi barrada na porta do cinema porque levava lanches comprados fora. A recusa do estabelecimento, em Cuiab\u00e1, no Mato Grosso, terminou em condena\u00e7\u00e3o de R$ 10.000 por danos morais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A consumidora tinha ingresso em m\u00e3os. Ao tentar entrar na sala, foi impedida pelos funcion\u00e1rios. A empresa tentou justificar a proibi\u00e7\u00e3o alegando normas internas de higiene, mas o argumento n\u00e3o foi aceito pelo tribunal.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que \u00e9 venda casada no cinema e por que \u00e9 proibida<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pr\u00e1tica de venda casada foi definida pelo <a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a> em julgamento de 2012 (Recurso Especial 1.331.948\/SP). O entendimento \u00e9 que exigir o consumo exclusivo de produtos da bomboniere como condi\u00e7\u00e3o de acesso ao cinema equivale a for\u00e7ar a compra de um item para usar um servi\u00e7o j\u00e1 pago.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mesmo julgamento estabeleceu que cartazes ou avisos internos n\u00e3o t\u00eam validade jur\u00eddica para barrar quem chega com alimentos de fora. A pr\u00e1tica contraria o artigo 6\u00ba, inciso II, do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, que garante o direito \u00e0 livre escolha. Cinemas que mant\u00eam o bloqueio podem receber multas de at\u00e9 R$ 30.000, aplicadas pelos fiscais do Procon estadual.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que o consumidor pode levar ao cinema<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pipocas, doces, salgadinhos e bebidas n\u00e3o alco\u00f3licas em embalagens comuns t\u00eam entrada garantida por lei, de qualquer loja.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dois tipos de item podem ser vetados: recipientes de vidro, pelo risco de quebra em ambiente escuro, e alimentos de odor intenso, como pizza e hamb\u00farguer, pelo inc\u00f4modo aos outros espectadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se o acesso for negado, o Procon orienta que o consumidor exija a presen\u00e7a do gerente. Se a recusa continuar, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 acionar a Pol\u00edcia Militar e registrar um boletim de ocorr\u00eancia. O documento serve como prova para pedir ressarcimento do ingresso e repara\u00e7\u00e3o por danos morais na Justi\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma cliente foi barrada na porta do cinema porque levava lanches comprados fora. A recusa do estabelecimento, em Cuiab\u00e1, no Mato Grosso, terminou em condena\u00e7\u00e3o de R$ 10.000 por danos morais. A consumidora tinha ingresso em m\u00e3os. Ao tentar entrar na sala, foi impedida pelos funcion\u00e1rios. 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