{"id":5016,"date":"2026-07-23T13:51:10","date_gmt":"2026-07-23T16:51:10","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=5016"},"modified":"2026-07-23T13:51:11","modified_gmt":"2026-07-23T16:51:11","slug":"copasa-e-condenada-a-pagar-r-1-m-por-danos-ambientais-em-mg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/copasa-e-condenada-a-pagar-r-1-m-por-danos-ambientais-em-mg\/","title":{"rendered":"Copasa \u00e9 condenada a pagar indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 1 milh\u00e3o por danos ambientais no Tri\u00e2ngulo Mineiro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Justi\u00e7a de Minas Gerais condenou a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) ao pagamento de R$ 1 milh\u00e3o por danos ambientais causados no Rio Verde, em Campina Verde, no Tri\u00e2ngulo Mineiro. A decis\u00e3o atende a uma A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica proposta pelo <a href=\"https:\/\/www.mpmg.mp.br\/portal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas Gerais (MPMG)<\/a>, que apontou impactos provocados por um barramento utilizado para capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral coletivo ambiental, a companhia dever\u00e1 adotar medidas para restabelecer a conectividade ecol\u00f3gica do rio, permitindo a livre circula\u00e7\u00e3o da fauna aqu\u00e1tica por meio de uma solu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica aprovada pelos \u00f3rg\u00e3os ambientais competentes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quais danos ambientais motivaram a condena\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico, o barramento foi constru\u00eddo sem um sistema adequado para a transposi\u00e7\u00e3o de peixes, impedindo a migra\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies durante a \u201cpiracema\u201d, quando os peixes nadam rio acima, contra a correnteza, para realizar a desova no per\u00edodo de reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Promotoria de Justi\u00e7a de Campina Verde afirma que a estrutura provocou a concentra\u00e7\u00e3o e a morte de peixes nativos, comprometendo o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico do Rio Verde.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o processo, os danos ambientais foram comprovados por laudos t\u00e9cnicos, relat\u00f3rios de fiscaliza\u00e7\u00e3o, registros fotogr\u00e1ficos, v\u00eddeos e um abaixo-assinado apresentado por moradores da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o judicial destaca que os impactos ultrapassaram os \u201climites de irregularidade administrativa ou de inconveniente pontual\u201d, alterando a din\u00e2mica natural do rio, provocando mau cheiro e levantando preocupa\u00e7\u00f5es sobre a qualidade da \u00e1gua e a preserva\u00e7\u00e3o da fauna.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que a Justi\u00e7a determinou \u00e0 Copasa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A a\u00e7\u00e3o judicial foi proposta pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico em 2012 e tramitou por mais de uma d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo do processo, a Promotoria acompanhou o cumprimento das decis\u00f5es judiciais e solicitou fiscaliza\u00e7\u00f5es da Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Mesmo ap\u00f3s interven\u00e7\u00f5es realizadas pela companhia, a Justi\u00e7a entendeu que ainda n\u00e3o havia comprova\u00e7\u00e3o de que o sistema implantado atendia \u00e0s exig\u00eancias ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 1 milh\u00e3o, a Copasa dever\u00e1 implementar medidas para garantir a passagem segura dos peixes e a recupera\u00e7\u00e3o da conectividade ecol\u00f3gica do Rio Verde.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A liminar obtida pelo MPMG obriga a empresa a contratar especialistas, realizar estudos e implantar solu\u00e7\u00f5es para a transposi\u00e7\u00e3o dos peixes. Segundo a decis\u00e3o, ser\u00e1 necess\u00e1rio comprovar tecnicamente que elas funcionam de forma eficaz para preservar o ecossistema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A senten\u00e7a, ainda, prev\u00ea multa di\u00e1ria de R$ 3 mil, limitada inicialmente a R$ 1 milh\u00e3o, caso a Copasa descumpra as novas determina\u00e7\u00f5es judiciais. Tamb\u00e9m permanece v\u00e1lida uma multa anterior, que pode chegar a R$ 200 mil, em raz\u00e3o do atraso no cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es estabelecidas durante o processo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a de Minas Gerais condenou a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) ao pagamento de R$ 1 milh\u00e3o por danos ambientais causados no Rio Verde, em Campina Verde, no Tri\u00e2ngulo Mineiro. 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