{"id":5242,"date":"2026-07-28T13:34:39","date_gmt":"2026-07-28T16:34:39","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=5242"},"modified":"2026-07-28T13:34:41","modified_gmt":"2026-07-28T16:34:41","slug":"mulher-acha-lagartixa-em-iogurte-mg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/mulher-acha-lagartixa-em-iogurte-mg\/","title":{"rendered":"Mulher acha lagartixa em iogurte e ganha R$ 8 mil de indeniza\u00e7\u00e3o em MG"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma consumidora mineira encontrou uma lagartixa em um iogurte comprado para a filha. O r\u00e9ptil media oito cent\u00edmetros e estava dentro da embalagem fechada. O <a href=\"https:\/\/www.tjmg.jus.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG)<\/a> condenou a fabricante a pagar R$ 8 mil por danos morais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso aconteceu em Juatuba, na Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte. Duas bandejas do produto sabor morango foram adquiridas em um supermercado. A mulher levou o iogurte ao sal\u00e3o de beleza onde trabalhava, com a inten\u00e7\u00e3o de dar o alimento \u00e0 filha, mas ao abrir a embalagem, encontrou o animal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um boletim de ocorr\u00eancia foi registrado e fotos do produto e o cupom fiscal foram apresentados como prova. O Instituto de Criminal\u00edstica da Pol\u00edcia Civil de Minas Gerais emitiu laudo confirmando a presen\u00e7a do r\u00e9ptil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Defesa da fabricante foi rejeitada pelo TJMG no caso da lagartixa em iogurte<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fabricante argumentou que a linha de produ\u00e7\u00e3o opera em sistema fechado e automatizado, condi\u00e7\u00e3o que, segundo a empresa, tornaria invi\u00e1vel a contamina\u00e7\u00e3o do produto. Sem per\u00edcia judicial no processo, a condena\u00e7\u00e3o, na vis\u00e3o da defesa, n\u00e3o teria respaldo t\u00e9cnico suficiente al\u00e9m das fotografias apresentadas pela autora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relator, desembargador Marco Aurelio Ferenzini, rejeitou os argumentos. As fotos, segundo ele, foram suficientes para comprovar a contamina\u00e7\u00e3o. &#8220;As imagens s\u00e3o claras e evidenciam o estado contaminado do iogurte, comprovando que o produto estava impr\u00f3prio para consumo, em viola\u00e7\u00e3o aos direitos b\u00e1sicos do consumidor&#8221;, afirmou Ferenzini em seu voto, conforme nota divulgada pelo TJMG.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ferenzini baseou a condena\u00e7\u00e3o na responsabilidade objetiva do fornecedor, prevista no <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8078compilado.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">C\u00f3digo de Defesa do Consumidor<\/a> (CDC). Pelo CDC, a empresa responde pelos danos causados ao consumidor sem que seja necess\u00e1rio demonstrar neglig\u00eancia ou inten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A ingest\u00e3o de um produto contaminado com lagartixa \u00e9 um fato extremamente repulsivo, que afeta diretamente a sa\u00fade f\u00edsica e emocional do consumidor. N\u00e3o se trata de mero dissabor ou aborrecimento cotidiano, mas de uma situa\u00e7\u00e3o excepcional que ultrapassa o desconforto comum e atinge direitos fundamentais do consumidor, como a seguran\u00e7a alimentar e a dignidade&#8221;, completou o desembargador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cl\u00e1udia Maia e Nicolau Lupianhes Neto votaram na mesma dire\u00e7\u00e3o, tornando a condena\u00e7\u00e3o un\u00e2nime.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma consumidora mineira encontrou uma lagartixa em um iogurte comprado para a filha. 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