{"id":5362,"date":"2026-07-29T18:18:23","date_gmt":"2026-07-29T21:18:23","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=5362"},"modified":"2026-07-29T18:18:25","modified_gmt":"2026-07-29T21:18:25","slug":"regra-de-cotas-na-pos-graduacao-ufmg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/regra-de-cotas-na-pos-graduacao-ufmg\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a muda regra da UFMG que barrava cotistas negros em vaga comum"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A regra que impedia candidatos negros de concorrer ao mesmo tempo pelas vagas de cotas e pelas vagas de ampla concorr\u00eancia na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.ufmg.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)<\/a> foi derrubada pelo Tribunal Regional Federal da 6\u00aa Regi\u00e3o (TRF-6).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por vota\u00e7\u00e3o un\u00e2nime, o tribunal acolheu a apela\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) e determinou que estudantes autodeclarados negros passem a disputar as duas listas de sele\u00e7\u00e3o. Quando um cotista tiver nota suficiente para entrar pela lista comum, ele ocupa essa vaga e libera a cota para outro estudante eleg\u00edvel.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que levou o MPF \u00e0 Justi\u00e7a&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso come\u00e7ou em 2020, quando uma candidata autodeclarada negra foi eliminada do doutorado em Antropologia da UFMG mesmo tendo superado, em nota, a \u00faltima colocada na lista comum. O edital da \u00e9poca proibia que inscritos pelas cotas concorressem a qualquer outra vaga. Disputando apenas as reservadas, a candidata terminou em terceiro lugar num programa que oferecia somente dois lugares nessa categoria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Justi\u00e7a Federal em Belo Horizonte rejeitou o pedido do MPF, sob o argumento de que a universidade tinha o direito leg\u00edtimo de definir os crit\u00e9rios de sele\u00e7\u00e3o. O Minist\u00e9rio P\u00fablico recorreu ao TRF-6, que reverteu a senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cotas na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da UFMG e o embate jur\u00eddico<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A UFMG argumentou que suas regras eram v\u00e1lidas. O TRF-6 discordou e apontou que a legisla\u00e7\u00e3o federal j\u00e1 garante a candidatos cotistas o direito de concorrer pelas duas listas ao mesmo tempo em concursos p\u00fablicos, e o mesmo crit\u00e9rio deve valer para a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em documento enviado ao processo, o procurador da Rep\u00fablica Helder Magno da Silva descreveu a situa\u00e7\u00e3o como contradit\u00f3ria. O edital, escreveu ele ao MPF, &#8220;coloca os negros em uma situa\u00e7\u00e3o perversa onde s\u00e3o obrigados a escolher entre negar sua identidade ou concorrer por menor n\u00famero de vagas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o imp\u00f5e duas obriga\u00e7\u00f5es \u00e0 UFMG. A primeira \u00e9 reformular os editais dos processos seletivos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o para admitir a concorr\u00eancia simult\u00e2nea. A segunda \u00e9 revisar e confirmar a lista de aprovados, incluindo os candidatos autodeclarados negros que tenham obtido pontua\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com as vagas comuns.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regra que impedia candidatos negros de concorrer ao mesmo tempo pelas vagas de cotas e pelas vagas de ampla concorr\u00eancia na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi derrubada pelo Tribunal Regional Federal da 6\u00aa Regi\u00e3o (TRF-6). 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