{"id":5605,"date":"2026-08-03T13:15:04","date_gmt":"2026-08-03T16:15:04","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=5605"},"modified":"2026-08-03T13:15:05","modified_gmt":"2026-08-03T16:15:05","slug":"recuperacao-judicial-da-saritur-mg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/recuperacao-judicial-da-saritur-mg\/","title":{"rendered":"Com d\u00edvida de quase R$ 1 bilh\u00e3o, Saritur consegue parar cobran\u00e7as na Justi\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com d\u00edvidas de R$ 959,7 milh\u00f5es, o grupo Saritur, um dos maiores operadores de transporte de passageiros de Minas Gerais, conseguiu na Justi\u00e7a o direito de se reestruturar com 180 dias de prote\u00e7\u00e3o contra cobran\u00e7as. A decis\u00e3o \u00e9 da <a href=\"https:\/\/www.tjmg.jus.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">1\u00aa Vara Empresarial de Belo Horizonte<\/a>, que deferiu a recupera\u00e7\u00e3o judicial das 41 empresas do conglomerado.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ju\u00edza Cl\u00e1udia Helena Batista determinou que todas as empresas ser\u00e3o tratadas como um bloco \u00fanico no processo, com um s\u00f3 plano de pagamento e uma lista unificada de credores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que muda com a recupera\u00e7\u00e3o judicial da Saritur<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cobran\u00e7as e a\u00e7\u00f5es judiciais contra o conglomerado ficam paralisadas por 180 dias, contados desde 28 de maio deste ano. Nesse per\u00edodo, contas banc\u00e1rias, frota e equipamentos n\u00e3o podem ser bloqueados ou tomados por credores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grupo tem 60 dias para apresentar um plano de pagamento. Se n\u00e3o cumprir o prazo, o processo vira fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um escrit\u00f3rio especializado, o Brizola Japur, foi nomeado para fiscalizar o processo. A partir da publica\u00e7\u00e3o do aviso oficial, os credores t\u00eam 15 dias para informar quanto acreditam ter a receber ou contestar os valores declarados pelo grupo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pandemia de Covid-19 \u00e9 apontada como principal causa do colapso financeiro. A queda na demanda por transporte coletivo coincidiu com a manuten\u00e7\u00e3o dos custos com combust\u00edvel, pneus, pe\u00e7as e conserva\u00e7\u00e3o da frota. A retomada gradual das viagens n\u00e3o foi suficiente para cobrir o rombo, mesmo com cortes e renegocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em junho de 2023, a Pol\u00edcia Federal e a Receita Federal investigaram os controladores do grupo na Opera\u00e7\u00e3o Ponto Final. A suspeita era de que contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias e FGTS descontados dos sal\u00e1rios dos trabalhadores n\u00e3o foram repassados ao governo, com preju\u00edzo estimado acima de R$ 735 milh\u00f5es. Os advogados do grupo admitiram atrasos, mas negaram as acusa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com d\u00edvidas de R$ 959,7 milh\u00f5es, o grupo Saritur, um dos maiores operadores de transporte de passageiros de Minas Gerais, conseguiu na Justi\u00e7a o direito de se reestruturar com 180 dias de prote\u00e7\u00e3o contra cobran\u00e7as. 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