{"id":5644,"date":"2026-08-03T16:51:39","date_gmt":"2026-08-03T19:51:39","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=5644"},"modified":"2026-08-03T16:51:40","modified_gmt":"2026-08-03T19:51:40","slug":"vagas-de-estacionamento-para-padres-e-pastores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/vagas-de-estacionamento-para-padres-e-pastores\/","title":{"rendered":"Lei que dava vagas exclusivas a padres e pastores em MG \u00e9 derrubada"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vagas de estacionamento reservadas para padres e pastores em hospitais e cemit\u00e9rios privados de Itabirito, na Grande BH, foram derrubadas pelo <a href=\"https:\/\/www.tjmg.jus.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG)<\/a>. O colegiado do tribunal considerou a Lei n\u00ba 4.265\/2025 contr\u00e1ria \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, de forma un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A lei chegou ao tribunal por um caminho incomum. O prefeito rejeitou o projeto, mas os vereadores anularam o veto e a norma passou a valer. Sem meios de reverter a situa\u00e7\u00e3o internamente, a prefeitura entrou com uma a\u00e7\u00e3o judicial no TJMG para contestar a lei.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que tornou as vagas de estacionamento para padres e pastores inconstitucionais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto, relatora do caso, apontou tr\u00eas raz\u00f5es para considerar a norma inv\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vagas em estacionamentos privados s\u00e3o reguladas por leis federais, n\u00e3o municipais, como j\u00e1 reconheceu a Justi\u00e7a de MG em <a href=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/estacionamento-exclusivo-para-clientes\/\">outros casos recentes<\/a>. Ao editar uma norma nessa \u00e1rea, a C\u00e2mara de Itabirito foi al\u00e9m do que uma c\u00e2mara municipal pode legislar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo foi a viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio que pro\u00edbe o Estado de favorecer religi\u00f5es. A lei beneficiava apenas padres e pastores, sem nenhuma previs\u00e3o para representantes de outras tradi\u00e7\u00f5es religiosas ou para cidad\u00e3os sem religi\u00e3o. A Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o permite ao poder p\u00fablico privilegiar determinadas cren\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O terceiro foi o princ\u00edpio da igualdade perante a lei. Para a desembargadora, a mesma l\u00f3gica usada para justificar o benef\u00edcio se aplicaria com igual for\u00e7a a m\u00e9dicos, enfermeiros, psic\u00f3logos e assistentes sociais, que circulam pelos mesmos espa\u00e7os com demandas semelhantes. A distin\u00e7\u00e3o exclusiva em favor de l\u00edderes religiosos n\u00e3o possui fundamento legal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vagas de estacionamento reservadas para padres e pastores em hospitais e cemit\u00e9rios privados de Itabirito, na Grande BH, foram derrubadas pelo Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG). O colegiado do tribunal considerou a Lei n\u00ba 4.265\/2025 contr\u00e1ria \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, de forma un\u00e2nime. A lei chegou ao tribunal por um caminho incomum. 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