{"id":6081,"date":"2026-08-10T12:15:27","date_gmt":"2026-08-10T15:15:27","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=6081"},"modified":"2026-08-10T12:16:05","modified_gmt":"2026-08-10T15:16:05","slug":"azeites-extravirgem-sao-reprovados-em-analise-do-ministerio-da-agricultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/azeites-extravirgem-sao-reprovados-em-analise-do-ministerio-da-agricultura\/","title":{"rendered":"Principais azeites extravirgem comercializados no Brasil n\u00e3o atendem a requisitos; veja as marcas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma an\u00e1lise realizada pelo <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/agricultura\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa)<\/a> identificou inconsist\u00eancias em azeites comercializados no Brasil como extravirgem. O trabalho foi realizado em cumprimento a uma determina\u00e7\u00e3o judicial relacionada a uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica movida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo e apontou que alguns produtos n\u00e3o atendiam aos requisitos necess\u00e1rios para receber essa classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com os laudos mencionados no processo, produtos de marcas conhecidas, como Andorinha, Gallo, Borges, Gomes da Costa, Filippo Berio e Carrefour, foram classificados pelo laborat\u00f3rio de an\u00e1lises sensoriais como azeites virgens, e n\u00e3o extravirgens. J\u00e1 produtos das marcas Costa D\u2019Oro e Terras de Cam\u00f5es foram classificados como azeite lampante, categoria considerada impr\u00f3pria para consumo humano sem passar por processos adequados de refino.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que diferencia um azeite extravirgem de um azeite virgem<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A classifica\u00e7\u00e3o dos azeites segue crit\u00e9rios estabelecidos pelo Mapa, que consideram par\u00e2metros qu\u00edmicos e caracter\u00edsticas sensoriais do produto. Para ser considerado extravirgem, o azeite deve apresentar acidez livre de, no m\u00e1ximo, 0,8%, al\u00e9m de sabor e aroma sem defeitos sensoriais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o azeite virgem pode apresentar acidez livre de at\u00e9 2% e admite pequenas imperfei\u00e7\u00f5es nas caracter\u00edsticas sensoriais. Dessa forma, um produto classificado como virgem n\u00e3o atende aos mesmos requisitos necess\u00e1rios para ser comercializado como extravirgem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O azeite lampante, por sua vez, apresenta caracter\u00edsticas que o tornam inadequado para consumo direto. De acordo com a classifica\u00e7\u00e3o utilizada pelo setor, esse tipo de \u00f3leo precisa passar por processos de refino antes de eventualmente ser destinado ao consumo, mas n\u00e3o deve ser associado ao termo \u201cextravirgem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A situa\u00e7\u00e3o chamou a aten\u00e7\u00e3o da Procuradoria porque envolve produtos amplamente comercializados no pa\u00eds, inclusive por meio de plataformas digitais. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a eventual comercializa\u00e7\u00e3o de azeite lampante como se fosse pr\u00f3prio para consumo poderia representar um problema que vai al\u00e9m de uma simples irregularidade de rotulagem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mapa ainda n\u00e3o confirmou oficialmente as marcas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dos resultados apresentados nos laudos, o Minist\u00e9rio da Agricultura afirmou que n\u00e3o divulgou oficialmente a rela\u00e7\u00e3o de marcas eventualmente envolvidas. Segundo a pasta, os dados ainda est\u00e3o passando por etapas de valida\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Mapa tamb\u00e9m ressaltou que as informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis at\u00e9 o momento dizem respeito \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o dos produtos em rela\u00e7\u00e3o aos padr\u00f5es de identidade e qualidade. Por isso, os resultados preliminares, isoladamente, n\u00e3o permitem concluir que os produtos analisados representem risco \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, \u00e9 importante destacar que os resultados ainda n\u00e3o s\u00e3o definitivos. O pr\u00f3prio Mapa informou que as empresas respons\u00e1veis pelos produtos t\u00eam direito \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises periciais e contraprovas, conforme determina a legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pasta afirmou, ainda, que as conclus\u00f5es definitivas somente ser\u00e3o divulgadas ap\u00f3s o cumprimento de todas as etapas previstas na legisla\u00e7\u00e3o e a valida\u00e7\u00e3o dos resultados, bem como garantiu que mant\u00e9m o compromisso com a seguran\u00e7a dos alimentos, a transpar\u00eancia e a prote\u00e7\u00e3o dos consumidores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma an\u00e1lise realizada pelo Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa) identificou inconsist\u00eancias em azeites comercializados no Brasil como extravirgem. 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