{"id":6371,"date":"2026-08-12T17:53:29","date_gmt":"2026-08-12T20:53:29","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=6371"},"modified":"2026-08-12T17:53:30","modified_gmt":"2026-08-12T20:53:30","slug":"condominio-contagem-indenizacao-cachorro-de-rua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/condominio-contagem-indenizacao-cachorro-de-rua\/","title":{"rendered":"Condom\u00ednio ter\u00e1 que indenizar moradora ap\u00f3s cachorro de rua matar pet na Grande BH"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um condom\u00ednio de Contagem, na Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte, foi condenado a indenizar uma moradora ap\u00f3s seu c\u00e3o de estima\u00e7\u00e3o ser atacado por um cachorro de rua dentro das \u00e1reas comuns do pr\u00e9dio. O animal sofreu ferimentos graves, passou por cirurgias e tratamentos veterin\u00e1rios e morreu meses depois. A 13\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG) <a href=\"https:\/\/www.tjmg.jus.br\/portal-tjmg\/noticias\/condominio-deve-indenizar-moradora-que-teve-o-pet-atacado-por-cao-de-rua.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">confirmou a condena\u00e7\u00e3o<\/a> nesta quarta-feira (12\/08).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o caso ocorreu<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A moradora relatou que transitava pela \u00e1rea de lazer com seu cachorro e uma crian\u00e7a quando foram surpreendidos pelo cachorro de rua agressor. Ela alegou que o animal era mantido e alimentado por moradores e pela ent\u00e3o s\u00edndica, apesar de j\u00e1 apresentar hist\u00f3rico de agressividade, com registros anteriores de tentativas de ataque a outros animais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A senten\u00e7a reconheceu a neglig\u00eancia do condom\u00ednio pelo fato de o cachorro de rua frequentar habitualmente as \u00e1reas comuns sem que a administra\u00e7\u00e3o tomasse provid\u00eancias, configurando falha no controle de acesso e na seguran\u00e7a perimetral.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo, a decis\u00e3o reconheceu culpa concorrente da moradora, visto que seu animal estava sem guia. O regimento interno determinava que animais dom\u00e9sticos n\u00e3o poderiam transitar soltos nas \u00e1reas de lazer, devendo ser carregados no colo ou conduzidos com guias curtas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Valor da indeniza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A relatora do recurso, desembargadora Maria Luiza Santana Assun\u00e7\u00e3o, destacou que o caso n\u00e3o envolvia uma entrada epis\u00f3dica e imprevis\u00edvel de um animal, mas uma situa\u00e7\u00e3o de perman\u00eancia habitual tolerada pela administra\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O entendimento foi de que, embora a moradora tenha falhado em n\u00e3o conter plenamente seu pet, a causa preponderante do dano foi a imprud\u00eancia do condom\u00ednio em administrar um risco que j\u00e1 era conhecido com a presen\u00e7a do cachorro de rua no local. Os desembargadores Ivone Guilarducci e Jos\u00e9 de Carvalho Barbosa acompanharam o voto da relatora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A responsabilidade foi fixada em 70% para o condom\u00ednio e 30% para a moradora. Com isso, o condom\u00ednio foi condenado a pagar R$ 5.973,84 referentes a 70% dos danos materiais, que inclu\u00edam gastos com veterin\u00e1rios e medicamentos, al\u00e9m de R$ 5 mil por danos morais, de um total pleiteado de R$ 20 mil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um condom\u00ednio de Contagem, na Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte, foi condenado a indenizar uma moradora ap\u00f3s seu c\u00e3o de estima\u00e7\u00e3o ser atacado por um cachorro de rua dentro das \u00e1reas comuns do pr\u00e9dio. O animal sofreu ferimentos graves, passou por cirurgias e tratamentos veterin\u00e1rios e morreu meses depois. 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