{"id":7111,"date":"2026-08-20T12:15:00","date_gmt":"2026-08-20T15:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=7111"},"modified":"2026-08-20T12:11:40","modified_gmt":"2026-08-20T15:11:40","slug":"banco-bmg-desconto-na-aposentadoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/banco-bmg-desconto-na-aposentadoria\/","title":{"rendered":"Banco BMG \u00e9 condenado a indenizar aposentada por desconto no benef\u00edcio"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Banco BMG foi condenado a devolver em dobro os descontos feitos na aposentadoria de uma cliente e a pagar R$ 5 mil por danos morais. A decis\u00e3o \u00e9 do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG), pela 13\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A aposentada relatou \u00e0 Justi\u00e7a que passou a ver descontos mensais referentes ao seguro PapCard no seu benef\u00edcio, mas que nunca contratou o produto. A mulher disse n\u00e3o ter recebido qualquer explica\u00e7\u00e3o ou comprovante sobre o servi\u00e7o. Na a\u00e7\u00e3o, pediu o fim das cobran\u00e7as, ressarcimento em dobro e repara\u00e7\u00e3o moral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para se defender, o banco apresentou no processo uma liga\u00e7\u00e3o gravada. No \u00e1udio, segundo a institui\u00e7\u00e3o, a consumidora confirmava seus dados pessoais e concordava com a ades\u00e3o ao produto. A tese era de que a venda por telefone era legal e que o banco tinha informado a cliente corretamente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">TJMG rejeita \u00e1udio e condena Banco BMG<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A desembargadora Maria Luiza Santana Assun\u00e7\u00e3o, relatora do caso, rejeitou o argumento do banco. Para ela, um \u00e1udio telef\u00f4nico isolado n\u00e3o prova que uma consumidora idosa aderiu ao produto com autonomia e informa\u00e7\u00e3o suficiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A magistrada invocou o <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8078compilado.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC)<\/a>, que pro\u00edbe que empresas usem a vulnerabilidade de idosos para fechar contratos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A relatora tamb\u00e9m destacou que descontos indevidos em benef\u00edcio previdenci\u00e1rio configuram dano moral, j\u00e1 que essa renda \u00e9 o sustento b\u00e1sico de quem a recebe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O colegiado ainda aplicou uma decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) que garante a devolu\u00e7\u00e3o duplicada para cobran\u00e7as indevidas efetuadas a partir de 30 de mar\u00e7o de 2021. Os desembargadores Ivone Guilarducci e Jos\u00e9 de Carvalho Barbosa seguiram a mesma conclus\u00e3o da relatora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na primeira inst\u00e2ncia, em Passa Quatro, o ju\u00edzo j\u00e1 havia reconhecido que o contrato entre a aposentada e o banco nunca existiu e determinado o fim dos descontos, a devolu\u00e7\u00e3o em dobro e o pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o. O banco recorreu ao TJMG, mas n\u00e3o obteve \u00eaxito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Banco BMG foi condenado a devolver em dobro os descontos feitos na aposentadoria de uma cliente e a pagar R$ 5 mil por danos morais. A decis\u00e3o \u00e9 do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG), pela 13\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel. 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