{"id":7772,"date":"2026-08-27T12:51:27","date_gmt":"2026-08-27T15:51:27","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=7772"},"modified":"2026-08-27T12:51:28","modified_gmt":"2026-08-27T15:51:28","slug":"criticas-nas-redes-sociais-demissao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/criticas-nas-redes-sociais-demissao\/","title":{"rendered":"Falar mal da ex-empresa nas redes sociais pode render indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao menos tr\u00eas decis\u00f5es recentes da <a href=\"https:\/\/www.tst.jus.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Justi\u00e7a do Trabalho<\/a> mostram que cr\u00edticas nas redes sociais contra ex-empregadores j\u00e1 resultaram em condena\u00e7\u00f5es de at\u00e9 R$ 5.000. Os casos envolvem publica\u00e7\u00f5es feitas ap\u00f3s o desligamento em plataformas como YouTube, LinkedIn, Instagram e Facebook.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tr\u00eas casos, tr\u00eas plataformas, tr\u00eas condena\u00e7\u00f5es por cr\u00edticas nas redes sociais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um ex-funcion\u00e1rio de uma corretora de investimentos foi condenado pela 15\u00aa Vara do Trabalho de S\u00e3o Paulo a indenizar a antiga empregadora em R$ 5.000. Depois de ser contratado por um concorrente, ele usou o YouTube para direcionar clientes \u00e0 nova empresa e o LinkedIn para divulgar uma &#8220;carta aberta&#8221; com ataques \u00e0 anterior. O ju\u00edzo reconheceu abuso do direito de express\u00e3o e pr\u00e1tica de concorr\u00eancia desleal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Instagram, um ex-empregado do setor aliment\u00edcio tamb\u00e9m foi responsabilizado. O Tribunal Regional do Trabalho de S\u00e3o Paulo fixou indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 2.000 ap\u00f3s ele classificar o ambiente da empresa como &#8220;vergonhoso&#8221; e o s\u00f3cio como &#8220;abusivo&#8221; em postagem p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Rio Grande do Sul, o Tribunal Regional do Trabalho manteve uma condena\u00e7\u00e3o de R$ 5.000 contra um ex-funcion\u00e1rio de uma rede de combust\u00edveis. A publica\u00e7\u00e3o feita por ele no Facebook atribu\u00eda \u00e0 empresa a adultera\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios produtos e acabou sendo usada por um terceiro para mover a\u00e7\u00e3o contra a empregadora.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Obriga\u00e7\u00e3o continua ap\u00f3s o contrato, e as cobran\u00e7as tamb\u00e9m<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos tr\u00eas casos, os ju\u00edzes entenderam que a obriga\u00e7\u00e3o de preservar a imagem da empresa n\u00e3o necessariamente termina com o fim do contrato. Acordos assinados na sa\u00edda podem refor\u00e7ar essa obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dentro do v\u00ednculo empregat\u00edcio, a CLT j\u00e1 permite a demiss\u00e3o por justa causa nesses casos. Um funcion\u00e1rio de uma rede de supermercados foi desligado com essa justificativa ap\u00f3s publicar um v\u00eddeo no TikTok com coment\u00e1rios sobre colegas e a pr\u00f3pria empresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m dos danos morais, a empresa pode exigir repara\u00e7\u00e3o por danos materiais e pelos ganhos que deixou de obter, se conseguir provar que perdeu dinheiro com as publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao menos tr\u00eas decis\u00f5es recentes da Justi\u00e7a do Trabalho mostram que cr\u00edticas nas redes sociais contra ex-empregadores j\u00e1 resultaram em condena\u00e7\u00f5es de at\u00e9 R$ 5.000. Os casos envolvem publica\u00e7\u00f5es feitas ap\u00f3s o desligamento em plataformas como YouTube, LinkedIn, Instagram e Facebook. 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