{"id":9963,"date":"2026-09-23T12:30:00","date_gmt":"2026-09-23T15:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=9963"},"modified":"2026-09-23T11:30:32","modified_gmt":"2026-09-23T14:30:32","slug":"empreendedores-com-cnpj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/empreendedores-com-cnpj\/","title":{"rendered":"Empreendedores com CNPJ chegam a 35% e batem recorde"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De cada 100 empreendedores brasileiros em 2025, 35 tinham registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jur\u00eddica, o que equivale a 10,7 milh\u00f5es de pessoas. O percentual de empreendedores com CNPJ \u00e9 o maior j\u00e1 registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 2012, quando esse \u00edndice era de apenas 24%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como evoluiu o n\u00famero de empreendedores com CNPJ<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados fazem parte de uma edi\u00e7\u00e3o especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua, divulgada nesta quarta-feira (23\/9) pelo <a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">IBGE<\/a>. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento \u00e9 feito desde 2012, com exce\u00e7\u00e3o dos anos de 2020 e 2021, quando a pandemia de covid-19 impossibilitou a coleta de dados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A evolu\u00e7\u00e3o foi gradual ao longo da d\u00e9cada: em 2019, \u00faltimo ano antes da pandemia, a propor\u00e7\u00e3o estava em 29,3%. Em 2024, chegou a 33,6%, at\u00e9 alcan\u00e7ar os 35% registrados agora em 2025. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O crescimento reflete tanto mudan\u00e7as no perfil da for\u00e7a de trabalho quanto o efeito de programas de formaliza\u00e7\u00e3o criados nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que diferencia empregadores de trabalhadores por conta pr\u00f3pria<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O IBGE divide os empreendedores em duas categorias: os empregadores, que t\u00eam pelo menos um funcion\u00e1rio contratado, e os trabalhadores por conta pr\u00f3pria, que atuam sozinhos no pr\u00f3prio neg\u00f3cio. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os empregadores, a taxa de formaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 bem mais alta, com 81,1% j\u00e1 registrados no CNPJ, patamar que se mant\u00e9m est\u00e1vel desde 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 entre os trabalhadores por conta pr\u00f3pria, a taxa de formaliza\u00e7\u00e3o chegou a 27,1% em 2025, o maior n\u00edvel de toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica, mas ainda distante da realidade dos empregadores. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2012, apenas 15% dos trabalhadores por conta pr\u00f3pria tinham CNPJ, o que mostra um avan\u00e7o expressivo nesse grupo ao longo dos \u00faltimos anos, mesmo que o percentual ainda seja considerado baixo pelo pr\u00f3prio instituto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Escolaridade influencia diretamente a formaliza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos achados mais relevantes da pesquisa \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o e taxa de registro formal. Pela primeira vez na s\u00e9rie hist\u00f3rica, mais da metade dos trabalhadores por conta pr\u00f3pria com ensino superior, 50,8%, j\u00e1 tinham CNPJ em 2025. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre quem tem ensino m\u00e9dio completo ou superior incompleto, o \u00edndice foi de 29,7%, tamb\u00e9m acima da m\u00e9dia geral do grupo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 entre trabalhadores com ensino fundamental completo e m\u00e9dio incompleto, a formaliza\u00e7\u00e3o caiu para 18,6%, e entre quem n\u00e3o tem instru\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o completou o fundamental, o \u00edndice foi de apenas 11%. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo analistas do IBGE, essa diferen\u00e7a ocorre porque grande parte do trabalho por conta pr\u00f3pria \u00e9 exercida por pessoas com menor n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o, o que tamb\u00e9m costuma significar menos preparo para lidar com a burocracia envolvida na abertura de uma empresa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">MEI segue como principal porta de entrada para o CNPJ<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O programa Microempreendedor Individual, o MEI, \u00e9 apontado como um dos principais respons\u00e1veis por facilitar a formaliza\u00e7\u00e3o entre trabalhadores por conta pr\u00f3pria. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A modalidade permite abrir uma empresa de forma simplificada, com pagamento de imposto facilitado e acesso a direitos previdenci\u00e1rios, como aposentadoria por idade, aux\u00edlio-doen\u00e7a e sal\u00e1rio-maternidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para se enquadrar como MEI, o trabalhador precisa atuar em uma atividade permitida pelo programa, ter no m\u00e1ximo um funcion\u00e1rio contratado, n\u00e3o ser s\u00f3cio de outra empresa e faturar at\u00e9 R$ 81 mil por ano, com algumas exce\u00e7\u00f5es dependendo do ramo de atua\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse modelo simplificado ajuda a explicar por que o CNPJ deixou de ser algo restrito a neg\u00f3cios maiores e passou a fazer parte da rotina de quem vende produtos, presta servi\u00e7os ou trabalha por conta pr\u00f3pria em pequena escala.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Setores com maior e menor formaliza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os cinco grandes grupos de atividade analisados pela pesquisa, o com\u00e9rcio e a repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas lideram a formaliza\u00e7\u00e3o, com 36,7% dos empreendedores com <a href=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/nanoempreendedor-cnpj-nota-fiscal-2028\/\">CNPJ<\/a>, seguidos pelo setor de servi\u00e7os, com 33,5%. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na outra ponta, a agricultura, pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o florestal, pesca e aquicultura t\u00eam o menor \u00edndice, de apenas 6,5%, refletindo a informalidade ainda predominante no campo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo com o recorde hist\u00f3rico de 2025, o IBGE refor\u00e7a que o patamar geral de formaliza\u00e7\u00e3o segue considerado baixo, j\u00e1 que 65% dos empreendedores brasileiros, quase 20 milh\u00f5es de pessoas, ainda trabalham sem CNPJ, seja por falta de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, dificuldades de escolaridade ou barreiras espec\u00edficas de cada setor da economia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De cada 100 empreendedores brasileiros em 2025, 35 tinham registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jur\u00eddica, o que equivale a 10,7 milh\u00f5es de pessoas. 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