Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

Representantes da área de Recursos Humanos da indústria mineira se reuniram na terça-feira (5), na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), para conhecer estudo que demonstra como as organizações abordam e praticam a remuneração executiva.

Eles tiveram a oportunidade de conhecer a 39º edição da Top Executive Compensation da Korn Ferry, consultoria especializada em desenvolvimento organizacional.

A presidente do Conselho de Recursos Humanos da Fiemg, Paula Maria Harraca, recebeu os participantes e destacou que o colegiado está trabalhando para o fortalecimento e competitividade da indústria mineira.

“Nosso propósito é criar um ambiente competitivo, atrativo e sustentável. A indústria tem que se manter relevante para que as pessoas queiram trabalhar nesse segmento. Após conhecermos melhor o estudo, será preciso refletir sobre o que é preciso ajustar”, disse Paula Harraca.

O estudo foi realizado em 420 empresas que, juntas, apresentam receita de aproximadamente U$D 1 trilhão, o equivalente a 50% do PIB do País, e empregam quase 2,5 milhões de pessoas. Participaram da pesquisa empresas de setores como varejo, indústrias, construção civil, mineração, bens de consumo, setor público e financeiro.

“Pudemos apurar que, na média, a massa salarial do mercado executivo se moveu abaixo da inflação apurada no período abrangido pelo estudo. Adicionalmente, verificamos que algo em torno de 40% dos executivos foram excluídos das negociações dos acordos coletivos de trabalho. Houve ligeira melhora no desempenho do pagamento da remuneração variável, ainda que o número de salários-alvo nessa modalidade não tenha apresentado alteração significativa em 2019. A despeito disso, um em cada 10 executivos teve o valor do seu bônus zerado no último ano. Já em termos de incentivos de longo prazo, a amostragem apontou incremento de 5% no número total de empresas que concedem essa forma de remuneração”, explicou o líder regional de Remuneração da Korn Ferry, Gilberto Cupola.

O estudo apresentou também quais os segmentos do mercado remuneram melhor os seus executivos.

“Para CEOs e presidentes, o setor financeiro apresenta melhor remuneração. É o melhor pagador em termos de remuneração direta-alvo, que engloba salário-base e incentivos de curto e longo prazo. Na sequência, aparecem os setores de bens de consumo e mineração. Já no C-level (profissionais experientes são contratados para exercer funções executivas), a primeira posição é ocupada pelo setor industrial, seguido pelo financeiro e pelo químico”, pontuou Cupola. (Da Redação)