Além da sede em Belo Horizonte, grupo mineiro mantém três plantas industriais no País - Crédito: Divulgação

Com sede em Belo Horizonte e plantas industriais instaladas em três estados brasileiros, o Grupo Ferroeste aposta em corte de custos e diversificação de mercado para crescer em meio à crise econômica.

A empresa iniciou suas operações no setor de ferro-gusa, mas nos últimos 50 anos expandiu para outros segmentos, como aço verde, álcool, gases e cimento.

Com rígidas políticas para reaproveitamento de resíduos e eficiência nos setores, o grupo exibe resultados notáveis: em 2018 faturou R$ 1,2 bilhão, crescendo 150% em relação a 2017. Este ano a meta é crescer 15% sobre o ano passado.

A diretora-presidente do grupo, Silvia Nascimento, explica que a cultura da eficiência é o que faz a empresa manter o bom desempenho independente do cenário econômico e político.

Ela lembra que, como a empresa trabalha com commodity, alterar a tabela de preços para garantir margem não é uma opção viável. Dessa forma, o trabalho fica por conta de melhoria nos processos internos.

“Estamos falando de aço, álcool, gás. Nenhum cliente vai pagar mais por isso só porque é de determinada marca. Isso quer dizer que precisamos ter preço competitivo e fazemos isso com corte de custos e processos eficientes”, explica.

Nas fábricas do grupo, 100% dos gases produzidos nos altos-fornos são utilizados para produção de energia. Além disso, toda a escória desse processo de produção é utilizada para fabricar cimento.

“No ano passado também adquirimos um equipamento que funciona como uma grande peneira, que limpa o ferro-gusa e aproveita a sucata que vem dele”, completa.

TI – Nos últimos três anos, outro setor da Ferroeste tem passado por uma grande reformulação para corte de custos: o setor de tecnologia da informação (TI).

De acordo com o gerente de TI, Enéas de Alcântara Silva, a primeira iniciativa foi a troca do suporte SAP para a Rimini Street, líder na oferta de suporte independente para software empresarial. A estimativa é que a substituição vai gerar uma economia de R$ 2 milhões em custos totais de suporte até 2025.

Além disso, a empresa iniciou o processo de migração para a nuvem. As contas de e-mail já foram transferidas e, há três meses, iniciou-se o processo de migração dos servidores. A expectativa do gerente é que, até 2020, todo o ambiente da Ferroeste esteja rodando em nuvem, eliminando a necessidade de um data center.

“A economia que essa migração trará é imensa. Além de eliminar o serviço de manutenção do data center, acabamos com outros gastos que essa estrutura exigia, como energia elétrica, gerador de energia e ar-condicionado ”, detalha.

O gerente lembra que a segurança de ter esses dados em nuvem também reflete na eficiência do grupo, tendo em vista que qualquer problema com o data center poderia parar a produção nas plantas.

Além da sede na capital mineira, a Ferroeste mantém unidades industriais em Minas Gerais, Maranhão e Espírito Santo.