Para Alves, enfrentar uma crise como essa exige um sentido de propósito muito forte | Crédito: Divulgação

Com 22 anos de mercado, a Automaton Integração de Sistemas fornecedora de tecnologia de ponta em soluções de automação de processos, segurança patrimonial e comunicação nos segmentos industriais (mineração, siderurgia, petróleo, petroquímica e gás, papel e celulose, dentre outros), está acompanhando as mudanças significativas e aceleradas nos campos da tecnologia e da engenharia no Brasil e no mundo impulsionadas pela pandemia causada pelo novo coronavírus.

A empresa, que oferece soluções sob medida, atendimento centralizado e resolve desafios complexos em processos produtivos, mudou a rotina em tempo recorde, semanas antes da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) decretar quarentena, já tinha colocado seus 90 colaboradores em home office.

De acordo com o diretor da Automaton Integração de Sistemas , Leopoldo José Naves Alves, enfrentar uma crise de tamanha proporção exige agilidade, engajamento das equipes e um sentido de propósito muito forte. Mesmo amargando queda no faturamento, está mantendo todos os pagamentos em dia – funcionários, impostos e fornecedores – e prevê negócios acelerados no pós-crise.

“Somos parte da ADCE-MG (Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas de Minas Gerais) e temos um compromisso muito forte com a responsabilidade social. Prestamos serviços para grandes indústrias no Brasil e outros países. Nosso primeiro desafio foi colocar todo mundo em home office. Tínhamos previsto para esse ano um piloto nessas condições, com um projeto e uma equipe. A realidade nos atropelou e nos adaptamos rapidamente, contando com o engajamento instantâneo do pessoal que entendeu que disso dependia a sobrevivência das empresas e dos empregos”, relembra Alves.

Para continuar entregando os três pilares da empresa aos clientes – prazo, qualidade e custo -, o empresário transferiu para o ambiente virtual, através de uma plataforma própria, todas as atividades que eram centralizadas na sede da empresa.

Algumas das soluções adotadas nesse período agudo da crise devem ser mantidas no futuro em maior ou menor grau. O home office é uma delas. “Essa não é uma metodologia que serve para todo mundo, mas deu muito certo para nós porque a equipe entendeu rapidamente a necessidade. Então, devemos adotar muito mais do que antes a partir de agora. Conseguimos transmitir a importância da disciplina nesse modelo e a vantagem de ficar em casa. Também usamos um software especial para que os nossos clientes possam nos mostrar a indústria, já que as visitas estão restritas. Acredito que essa tecnologia não vai substituir as visitas físicas, sempre muito importantes para a avaliação de um projeto, mas vai ajudar em casos pontuais, para tirar eventuais dúvidas. Pode nos ajudar a diminuir custos e prazos no futuro”, pontua o diretor da Automaton Integração de Sistemas .

Para o empresário, a reindustrialização do Brasil é uma meta que deve ser perseguida no pós-crise e isso deve impactar diretamente os negócios da Automaton. A tendência é de que as cadeias produtivas sejam verticalizadas. Um dificultador nesse processo será a escassez de mão de obra especializada. Outro ponto importante é o fortalecimento das câmaras de comércio internacionais.

“Estamos sofrendo porque o Brasil não fabrica determinados insumos médicos e isso deve ficar na memória. A recuperação econômica está ligada à indústria. Precisamos fortalecer as cadeias produtivas para não sermos tão dependentes. Temos uma indústria de base forte porque ela é voltada para o mercado externo. É hora dos empresários olharem para dentro, mudando a forma de atuar na sociedade. Vejo dois pilares fundamentais para isso: tecnologia e engenharia, uma alimentando o outro, mas corremos o risco de termos mais dificuldades porque não temos mão de obra qualificada o suficiente. Em todas as bolhas de crescimento que tivemos nas últimas décadas acabamos importando mão de obra. Dessa vez pode não ser tão fácil conseguir”, completa o empreendedor.