Mascarenhas: Minas Gerais é um polo de inovação e tem potencial de ser ainda maior | Crédito: Divulgação

O governo de Minas divulgou um estudo realizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), por meio do Sistema Mineiro de Inovação (Simi), em parceria com a empresa Liga Ventures, que mapeia 885 startups atuantes no Estado.

Além de identificá-las, o objetivo é conectá-las para gerar aceleração da economia em Minas Gerais. Ao todo, 1.300 organizações, entre startups, empresas de base tecnológica, aceleradoras, fundos de investimento, dentre outros, estão concentradas no ecossistema mineiro, considerado o segundo maior do Brasil.

O objetivo do estudo é dar visibilidade nacional e internacional para o ecossistema de inovação mineiro, além de facilitar a conexão das organizações e geração de negócios.

A partir deste e futuros mapeamentos, será possível detalhar como esse ecossistema se organiza e evolui, possibilitando melhores estratégias quanto a políticas públicas na temática, além de embasar melhores decisões de organizações, como aceleradoras e fundos de investimentos, em intensificar suas atividades e iniciativas no Estado.

Em Minas Gerais, as 885 startups mapeadas estão divididas em 12 diferentes regiões, sendo elas: região metropolitana, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Sul e Sudoeste de Minas, Zona da Mata, Norte de Minas, Oeste de Minas, Campo das Vertentes, Vale do Rio Doce, Central Mineira, Jequitinhonha e Vale do Mucuri.

Dentre essas regiões, a que apresenta o maior número de investimento é a região metropolitana, com 576 startups espalhadas em quatro cidades, seguida pelo Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba com 111 startups em seis cidades.

Desenvolvimento – O estudo apontou, também, que o crescimento dos empreendimentos alavancou nos últimos anos, com mais de 50% surgindo nos últimos cinco anos, sendo os anos de 2016, 2017 e 2018 os que carregam a maior participação entre as startups ativas mapeadas, com 15% cada.

A principal atuação das startups é no mercado B2B (empresa para empresa) com 56% das startups, seguidos por 19% no B2B2C (empresa para empresa para o consumidor – quando há primeiramente uma relação de venda entre empresas, para só depois atingir o cliente final) e 18% no B2C (empresa para consumidor).

Há indicação que 40% das startups se consideram em estágio de tração, quando estão no início da consolidação e repetição de processos internos, como vendas, marketing, recursos humanos, sucesso do cliente etc. Dentro das 43 áreas de atuação listadas no estudo pelos respondentes, as 10 maiores em ordem de predominância são:

• Gestão de Negócios
• TI
• Health Tech
• ADtech
• Fintech
• EDtech
• AGtech
• Suply Chain
• Industria 4.0
• HR tech.

Para o subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sede, Rodrigo Mascarenhas, Minas Gerais é um polo de inovação e tem potencial de ser ainda maior.

“Temos um grande número de universidades públicas federais e estaduais e de IES privadas ao redor do Estado. Além disso, temos o histórico de gerar e abrigar grandes empresas de tecnologia no estado, mesmo antes na nomenclatura ‘startup’ se popularizar. Claro, o ecossistema de startups de Belo Horizonte, o San Pedro Valley, tem grande importância e inspirou outras 25 comunidades em Minas interiorizando ainda mais esse setor. Queremos dar mais visibilidade ao que está sendo feito no Estado para apoiar a geração de negócios. O Simi, bem como este estudo tem esse fim”, destaca Mascarenhas.

Minas Gerais é hoje o estado com o maior número de universidades federais do País. Atualmente, possui 11 universidades federais com grande potencial para o desenvolvimento aplicado e geração de inovações, o que configura como uma grande oportunidade para que as empresas inovadoras busquem o estado para empreender.

São lançados por todo estado editais de inovação, além de programas de incentivo e dos benefícios do governo voltados para eles. Hoje, o estado mineiro possui mais de 25 incubadoras e mais de 30 programas de pré-aceleração e aceleração de startups, além de outros projetos em desenvolvimento.

No entanto, um dos desafios enfrentados pelos empreendedores locais é a falta de suporte das instituições financeiras e também do Estado que ainda não possui essa cultura de investimento, em especial o investimento-anjo, que tem um papel importante na cadeia de inovação.

Segundo depoimentos coletados, o Estado não oferece muitas possibilidades de investimento de risco e há a necessidade de mais ambientes de mentoria para que essas startups ou modelos de negócio sejam desenvolvidos de forma otimizada e reduzindo o risco de fracasso antes mesmo da etapa de mercado.

“Compartilhar a construção deste mapeamento com o Simi e com a Sede, onde não só elencamos mais de 1.300 atores do ecossistema, mas também abrimos suas referências para todos os leitores e agregamos com um debate sobre o momento da inovação mineira com diversos destes representantes, está completamente alinhado com a visão que temos na Liga Ventures para o amadurecimento/enriquecimento das discussões sobre inovação e startups” comenta diretor de Inteligência da Liga Ventures, Raphael Augusto.

O estudo ainda conta com uma importante lista de atores do ecossistema mineiro divididos por mesorregiões do estado de Minas Gerais.

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