Coelho Neto: diferencial está na simulação dos atendimentos | Crédito: Divulgação

Quando começou a desenvolver uma spin-off digital, há cerca de três anos, a Curem – Centro de Treinamento em Urgência e Emergência -, sediada em Belo Horizonte e com 12 unidades em oito estados diferentes, já vislumbrava alcançar novos marcos e pessoas, ao oferecer Ensino a Distância (EAD) de qualidade.

O que o quinto maior centro de treinamento autorizado pela American Heart Association (AHA) do mundo não esperava, era que uma pandemia viria acelerar o processo de criação da SimSave.

De acordo com o fundador de ambas as empresas, o médico Hélcio Levindo Coelho Neto, foram anos de pesquisa e desenvolvimento até chegar a um modelo de ensino disruptivo e inovador. Há cerca de dois meses, em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), foi lançado o módulo de medicina e, nas próximas semanas, serão disponibilizadas as aulas de enfermagem.

“Ao todo, já são 400 horas de aulas de medicina e enfermagem para emergência e, agora, vamos começar a abordar as especialidades. Nossa ideia é permear toda a medicina, passando pelos quatro grandes eixos que são clínica médica, pediatria, ginecologia obstétrica e cirurgia”, enumerou.

Segundo Coelho Neto, o diferencial do método está na simulação dos atendimentos, que permite com que o aluno aplique as teorias, mesmo que de maneira virtual. Para isso, o software admite que o usuário realize atendimentos e procedimentos completos, indicando os erros e entregando novos caminhos para que ele conclua o tratamento – com êxito ou não.

“O mais interessante é que não é o aluno que se adéqua ao nosso método de ensino, ele pode escolher como quer aprender: apenas com teoria e leituras, participando de fóruns e discussões, praticando ou vendo outros profissionais praticarem. Ele escolhe como aprender e se quiser mesclar todas as opções, também é possível”, explicou.

Os cursos são oferecidos por meio de assinaturas e ficam disponíveis na plataforma digital para o acesso do usuário. O objetivo é atingir um terço do mercado de medicina e de enfermagem nacional até 2023 e, em breve, os conteúdos também estarão disponíveis em outras línguas.

Sob o ponto de vista técnico, a SimSave conta com o know how da Curem. Coelho Neto disse que a criação da empresa veio da necessidade da migração para o digital. Ele destacou que, sobretudo em meio às medidas de distanciamento social como uma das maneiras de combater a disseminação do novo coronavírus, mesmo se tratando de produtos voltados para os profissionais da linha de frente, a demanda tem sido crescente.

A Curem foi fundada em 2013 e é hoje o maior centro de treinamento AHA no Brasil e está entre os cinco maiores do mundo. No ano passado, adquiriu a Terzius (maior empresa do segmento do estado de São Paulo e a segunda maior do Brasil), dando origem a Holding HN.

Redução nos exames de rotina preocupa

O isolamento social, estratégia fundamental no combate ao coronavírus, está provocando uma queda no volume de exames de rotina. Tal movimento tem preocupado os profissionais de saúde, uma vez que os cuidados preventivos ajudam a reduzir complicações de outras doenças, inclusive o número de internações. Além disso, o bom estado de saúde das pessoas é essencial no enfretamento do vírus, em caso de contaminação.

De acordo com o gerente técnico do Laboratório Lustosa, Adriano Basques, houve uma queda de 80% no volume de exames de rotina, em comparação ao que era realizado antes da quarentena.

“Isso é muito grave, pois alguns pacientes como diabéticos ou hipertensos precisam monitorar frequentemente seus números. Um paciente diabético ou cardiopata pode não ter os sintomas do coronavírus, mas continua com doenças crônicas importantes. Grávidas e pessoas que sofreram alguma alteração em seus tratamentos, como ajustes de doses, por exemplo, também não podem relaxar e deixar de fazer o controle”, destaca Adriano Basques.

Segundo o especialista, o receio de buscar o atendimento médico e ir aos laboratórios está fazendo com que as pessoas deixem de se cuidar – ou adiem esses cuidados. Em consequência, a médio prazo pode haver um aumento da gravidade de outras doenças que não estão relacionadas ao coronavírus, e que poderiam ser diagnosticadas e tratadas precocemente.

Segundo Adriano Basques, é importante que as pessoas busquem alternativas como as teleconsultas e o atendimento domiciliar para a realização de exames. “Todos os laboratórios têm, atualmente, este serviço e recursos de consulta on-line dos resultados.

Os procedimentos de coleta também são realizados com total segurança, seguindo as normas dos órgãos de saúde. Não há motivos para se preocupar. O risco é muito maior para a sua saúde se não houver essa prevenção”, frisa o especialista. (Da Redação)