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Pandemia revaloriza ciência e inovação

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Essa consciência coletiva é o legado da pandemia, diz Peres | Crédito: Reprodução

Na noite da segunda-feira (1º), em evento virtual, a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) – uma das principais gestoras de Ciência, Tecnologia e Inovação do País, apoiadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mais 35 Centros de Tecnologia e Pesquisa nacionais -, em parceria com o inovabra habitat (Bradesco), reuniu alguns dos principais pesquisadores e diretores de centros de pesquisa para o webinar “Aprendizados da Covid-19 no Brasil: avanços e tendências para 2021”.

Entre os temas abordados estiveram as condições logísticas, apoio a pesquisadores, utilização de tecnologias e melhores práticas de saúde. Além disso, o painel permitiu que os participantes compartilhassem, a partir de suas áreas de atuação, as perspectivas do cenário pandêmico para pré, durante e pós-vacinação, bem como os avanços da ciência diante dos desafios apresentados.

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Para o presidente da Sociedade Brasileira de Virologia (SBV) e Pesquisador do Centro Tecnológico de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (CT Vacinas/ UFMG), Flávio Fonseca, um dos principais aprendizados desse período é a revalorização da ciência e da inovação como ferramentas de desenvolvimento humano.

“A ciência é a fonte de soluções. Não há espaço para outro elemento, particularmente nesse momento da pandemia. A não ser o crédito à ciência. Isso em todas as áreas, não apenas biológica e médica. Vimos o malefício que a anticiência traz no número de doentes e de mortos pela Covid-19. Nos momentos de grande necessidade é que as inovações surgem com sua maior força. Temos que interpretar essas mudanças como uma esperança para o futuro”, afirmou Fonseca.

Para ele, assim como para o vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rodrigo Oliveira, o papel desempenhado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – maior sistema de saúde pública do mundo – no combate à Covid-19 e sua relevância na manutenção da saúde dos brasileiros é um dos resultados desses tempos difíceis.

“Não tem como não colocar a ciência no primeiro lugar. A população brasileira tem que entender o que é ciência e a comunicação é fundamental para isso. Quanto ao SUS, não existe no mundo um sistema igual. Quando as vacinas estiverem disponíveis, ninguém no mundo vai vacinar tão rápido quanto nós. Além disso, o Brasil viu, pela primeira vez, a iniciativa privada ajudando. Ela levou o Brasil a conseguir combater esse vírus, inclusive investindo e financiando ciência básica. O empresariado brasileiro entendeu que precisa investir, que com esse governo ficaremos parados”, pontuou Oliveira.

Revalorização – A diretora do Centro de Desenvolvimento Científico e pró-reitora da Pós-Graduação do Instituto Butantan, Sandra Coccuzzo Sampaio Vessoni, ressaltou, mais uma vez, a revalorização das ciências e da divulgação científica.

“Pela primeira vez percebi o quanto a ciência é um gatilho de organização da sociedade. Não me lembro de um fato em que as pessoas tenham acompanhado tanto o que as instituições científicas estão fazendo. A sociedade está aprendendo e mostrando a importância da divulgação científica. A inovação é inerente à ciência. Vimos muito isso na medicina diagnóstica”, destacou Sandra Vessoni.

Já para o futuro, os especialistas apostam na digitalização dos processos e em um avanço rápido das ciências, mas não deixaram de chamar a atenção para a necessidade de investimentos em pesquisa e desenvolvimento por parte do poder público e também da iniciativa privada.

“A ciência vai trazer um novo momento. Uma palavra que fica é cooperação. Foi interessante acompanhar o que as empresas brasileiras passaram. Sem cooperação a gente não vai para frente. Conseguimos com nossos insumos internos e mão de obra qualificada produzir ciência de excelência no Brasil. O futuro nos reserva produtos de melhor qualidade, aplicação da ciência no dia a dia. A sociedade entendeu que pode se beneficiar e ela cobra isso das instituições. Quando a vacina chegar, outras demandas virão”, avaliou a presidente da Associação Nacional de Empresas de Biotecnologia (Anbiotec), Vanessa Silva.

Foi no mesmo sentido a exposição do CEO do BiotechTown, Bruno Andrade. “É impressionante o papel de protagonismo que a ciência tomou. Tínhamos um mundo extremamente evoluído, mas desconhecido. Ele foi para os jornais. O que mais me impressiona é que soubemos lidar com a ciência com o stritu sensu do seu protocolo”, ressaltou Andrade.

A necessidade de mais investimentos foi o mote do presidente da Bradesco Saúde e MedService, Manoel Antônio Peres. “Um dos principais legados é a comunicação da importância da ciência, da saúde, dos institutos de pesquisa. Mais valorizadas e também agora há mais cobrança sobre aqueles que devem fazer os investimentos nessas instituições. A pandemia formou uma horda de virologistas, infectologistas, cientistas amadores, mas, ao mesmo tempo, revelou a importância das ciências e serviços de saúde profissionais. Essa consciência coletiva é um dos principais aprendizados de tudo isso. Também nunca vimos tanta cooperação. Não me lembro de situação igual de cooperação entre cientistas de diferentes países”, analisou Peres.

“Para o futuro, a cooperação que se criou vai ser mantida e será a linha de pensamento. As próprias pesquisas da vacina são feitas em rede. Divulgação da ciência de maneira mais incisiva. Difícil combater fake news se não conseguimos falar direito com as pessoas. O cientista brasileiro precisa ser mostrado para as pessoas. O investimento em ciência tem que ser perene. Você tem que estar preparado para o próximo evento. Quando a coisa acontece não dá para ser veloz se não existe uma estrutura montada”, completou o presidente da SBV e Pesquisador do CT Vacinas/ UFMG.

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