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Inatel propõe filtro de baixo custo para evitar interferência nos sinais de 5G e TV via satélite

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Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pioneiro nos estudos do 5G no Brasil, o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), sediado em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, detectou, em uma pesquisa de mestrado que, por ocuparem frequências próximas, os sinais de 5G e de TV via satélite podem sofrer interferência levando o sinal analógico a sofrer com os antigos chuviscos e o digital a simplesmente travar. O problema foi levado ao conhecimento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Inatel, por sua vez, propôs o desenvolvimento de um filtro – de baixo custo – para garantir a continuidade do sinal. Caso contrário, cerca de 20 milhões de residências em todo o País serão impactadas.

O trabalho do mestrando especialista em Sistemas do Inatel, Luciano Camilo Alexandre, orientado pelo professor Dr. Arismar Cerqueira, faz parte de um conjunto de estudos sobre 5G desenvolvido desde 2013. O estudo realizado no Inatel terá uma grande repercussão socioeconômica, pois a implementação do 5G resultará em avanços importantes para o País.

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Além de maior velocidade e mais acesso para as áreas remotas, hoje não atingidas pela telefonia 4G, projetos como indústria 4.0, cidades inteligentes e internet das coisas (IoT) dependem da quinta geração de internet móvel para serem concretizados. No entanto, as dificuldades na convivência entre as redes DTH (TV por satélite) e celular 5G ainda impedem a introdução da nova tecnologia em território nacional.

“Levamos o problema para a Anatel e hoje a Agência faz parte do estudo conosco. Essa é a primeira vez que nós brasileiros estamos efetivamente contribuindo para os estudos dessa tecnologia. Antes, no 2G, 3G e 4G fomos a reboque. Esse é um ponto muito importante. Várias das iniciativas desenvolvidas aqui já estão chegando à indústria como modens e antenas, por exemplo”, explica Cerqueira.

A solução desenvolvida seria acoplada às antenas parabólicas já instaladas e já adaptada às próximas a serem produzidas. A partir do interesse de uma indústria, o equipamento já poderia chegar ao mercado em cerca de seis meses.

Filtro é de fácil produção industrial, disse Cerqueira – Crédito: Divulgação

A expectativa é de que o leilão da frequência 5G pelo governo federal aconteça no primeiro trimestre do ano que vem e a tecnologia já esteja à disposição dos primeiros consumidores brasileiros até o final de 2020. A seguir esse cronograma, o ideal que o filtro esteja disponível no mesmo prazo.

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“O filtro é de fácil produção industrial. Em poucos meses a indústria que se interessar pode colocá-lo a venda. O que precisa ser estudado é a forma como ele chegará à população. Uma possibilidade bastante viável é adotar o mesmo modelo quando foi feita a transição do sinal analógico da TV aberta para o digital. Naquele caso o governo federal fez a distribuição a partir de critérios socioeconômicos”, pontua o professor coordenador da pesquisa e do Laboratório Wireless and Optical Convergent Access (WOCA) do Inatel.

A transferência de tecnologia da academia para a indústria nacional é determinante para o fortalecimento da ciência desenvolvida no Brasil e do ambiente de negócios guiado pela inovação. A partir de acontecimentos como esse o ciclo econômico se fecha, com a geração de impostos, empregos de melhor qualidade e desenvolvimento econômico.

“Quando completamos o ciclo também ajudamos na retenção de talentos no Brasil. A ciência precisa ser compreendida como motor da inovação. Um país que busca o desenvolvimento econômico precisa criar suas próprias soluções, fortalecer a sua indústria e para isso é preciso desenvolver e reter talentos. Só assim podemos realimentar o sistema”, conclui o pesquisador.

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