Carga deve avançar 1,6% em fevereiro
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São Paulo – A carga de energia do sistema interligado do Brasil deve avançar 1,6% em fevereiro quando na comparação com mesmo mês do ano anterior, apontou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em relatório na sexta-feira (7), reduzindo projeção da semana anterior, de alta de 2%.

O órgão do setor elétrico ainda revisou para cima as previsões de chuva na região das hidrelétricas, principal fonte de energia do Brasil.

As precipitações no Sudeste e no Nordeste, que concentram os maiores reservatórios, deverão atingir neste mês 96% e 97% da média histórica, contra 87% e 85% projetados pelo ONS na semana anterior.

Com as chuvas e a menor projeção de carga, o ONS ainda reduziu as perspectivas do custo de operação do sistema elétrico.

Na próxima semana, o chamado custo marginal de operação (CMO), que representa o custo da usina mais cara despachada para atender à demanda, deverá ficar em cerca de R$ 145, contra R$ 187 projetados para a semana corrente.

Liquidação – A liquidação financeira de operações do mercado de eletricidade referente a dezembro de 2019 envolveu R$ 9,78 bilhões, mas registrou arrecadação de apenas R$ 1,5 bilhão após cobranças junto às empresas que atuam no setor, informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) na sexta-feira.

Dos quase R$ 8,3 bilhões em aberto na liquidação, que promove pagamentos e recebimentos entre os agentes do mercado elétrico, cerca de R$ 8,24 bilhões devem-se a decisões judiciais vigentes que isentam um grupo de empresas da obrigação de quitar débitos associados ao chamado risco hidrológico.

Esses custos com o risco hídrico ocorrem quando hidrelétricas produzem menos energia que o necessário para cumprir seus contratos, devido ao baixo nível dos reservatório, por exemplo.

Com a disputa judicial, os agentes de mercado que tinham créditos a receber na liquidação financeira embolsaram em geral apenas 4% dos valores, segundo a CCEE.

Algumas empresas que conseguiram decisões judiciais que as beneficiam no rateio dos recursos nas liquidações financeiras receberam 99% dos créditos, enquanto outros agentes também beneficiados com liminares receberam 10%, ainda de acordo com a CCEE.

A guerra de liminares que tem impactado o acerto mensal de transações do mercado elétrico realizado pela CCEE teve início ainda em 2015 e ainda não há previsões sobre o fim da disputa. (Reuters)