Comexim projeta safra recorde de grão no País para este ano
Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

São Paulo – Os agricultores brasileiros estão a caminho de produzir uma safra recorde de café em 2020, superando a máxima histórica de 2018, avaliou a exportadora e corretora de café Comexim em uma projeção divulgada aos clientes na segunda-feira.

A Comexim estima que o Brasil produzirá 67,7 milhões de sacas de café de 60 kg este ano, ante 56,8 milhões de sacas em 2019 e o recorde anterior de 64,5 milhões de sacas em 2018 (uma estimativa revisada para cima).

O Brasil alterna anos de maior e menor produção de café, devido a uma característica dos cafezais da variedade arábica. As lavouras voltarão à produção plena em 2020, depois de um ano de baixa produtividade em 2019.

Apesar da projeção para uma safra recorde, a exportadora disse que as ideias iniciais de uma colheita superior a 70 milhões de sacas – que circularam no mercado devido ao fato de novas áreas chegarem à produção e a um amplo florescimento – não se concretizaram.

“A chegada tardia das chuvas, bem como as altas temperaturas e as chuvas abaixo da média durante outubro e novembro – após a geada de julho, que também afetou algumas áreas – reduziram a colheita esperada de mais de 70 milhões de sacas”, disse a Comexim.

A empresa afirmou que, apesar do registro, os números não devem ser lidos como baixistas. “Muito pelo contrário”, disse, esperando um superávit global no ciclo da safra 2020/21 (julho-junho) de apenas 3,5 milhões de sacas, diante da perspectiva de um ano de baixa produtividade no Brasil, maior produtor do mundo, em 2021.

A Comexim informou que a recuperação de 50% observada nos contratos futuros de café de Nova York no final do ano passado “revelou cafés sendo mantidos não apenas de uma safra, mas de três”, e por isso a empresa teve que ajustar seus números de estoque de passagem de safras anteriores.

O Brasil começará a colher sua nova safra de café por volta de abril ou maio, dependendo da região, e os lotes prontos para embarque estarão disponíveis por volta de junho ou julho. (Reuters)