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O comércio de Belo Horizonte iniciou o ano com otimismo. As conclusões são das pesquisas da Fecomércio-MG, que apontaram melhora na confiança do empresário do setor e das famílias em Belo Horizonte.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) alcançou alta de 123,9 pontos em janeiro. O resultado é a sexta alta consecutiva do indicador e, também, o maior patamar obtido pelo indicador desde 2017 (88,2 pontos).

Já o Índice de Confiança das Famílias (ICF) expandiu 9,6 pontos nos últimos seis meses, atingindo 94,4 em janeiro de 2020. As análises foram elaboradas pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A analista de pesquisa da Fecomércio MG, Letícia Marrara, atribui cenário otimista a injeção pontual de recursos, que influenciaram positivamente o consumo das famílias e os negócios. “Nos últimos anos, constatamos um crescimento positivo nos indicadores, que reflete diretamente na intenção de consumo e investimentos. Tal cenário se deve a melhora de índices econômicos e, também, no incremento de receitas no último trimestre, como o 13° salário, a liberação do saque de recursos do FGTS e a maior propensão de gastos com as festas de fim de ano,” destaca Letícia.

As pesquisas mensais mensuram fatores decisivos para o setor terciário. O Icec avalia quanto o empresário está disposto a investir em curto e médio prazos. Por sua vez, o ICF retrata as condições de consumo atuais e de curto prazo das famílias, o nível de renda doméstico e a segurança no emprego. Enquanto o Icec permanece acima da fronteira de satisfação (superior a 100 pontos), o ICF registra a insatisfação das famílias belo-horizontinas (abaixo de 100 pontos).

Otimismo – No último ano, os subindicadores do Icec também apresentaram um crescimento positivo. O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec) registrou uma alta de 19,4 pontos, em comparação ao mesmo período de 2019, saltando de 85,5 para 104,9 pontos em janeiro de 2020.

Já o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec), que sinaliza as impressões do setor em relação aos próximos meses, cresceu 4,3 p.p. em relação a janeiro de 2019, atingindo 157,9 pontos. Contribuíram para esse resultado a confiança dos entrevistados na melhoria da economia brasileira (92,4%), na expansão do setor (91,8%) e no crescimento das vendas da própria loja (94,3%).

O outro subíndice que registrou alta foi o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec). Ele retrata os planos de melhorias na loja, de ampliação de estoques e do quadro de funcionários. O Iiec atingiu 108,9 pontos, frente aos 102,9 registrados no ano passado. “Cerca de 75% dos empresários afirmaram que pretendem ampliar o quadro de funcionários. Esse movimento é muito importante para efetivação de temporários, que foram contratados no fim do ano, e  também, para reforçar as equipes de vendas em segmentos como papelarias, materiais de construção e artigos de uso pessoal e doméstico, que costumam ter mais procura no começo do ano”, explica a analista de pesquisa da Fecomércio MG.

Retomada do crédito – Na avaliação de janeiro, a confiança das famílias em relação ao emprego atual cresceu 3,6 p.p. em comparação com mesmo período de 2019, acompanhando a melhora na abertura de vagas formais no país. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no acumulado de 2019, Minas Gerais registrou 15.801 postos de trabalho a mais que em 2018. Essa diferença representa uma evolução de 19,28% no estoque de vagas abertas.

Outro destaque na avaliação é o acesso ao crédito, que subiu de 78,4 pontos para 98,0 registrando alta de 19,6 p.p. no período de 12 meses, de acordo com o ICF. Em relação ao mês dezembro, o crescimento foi de 4,5 pontos. “Esse resultado pode ser justificado, ainda que lenta, pela retomada da economia e do emprego, o que contribui para alavancar a expectativa das famílias,” ressalta Letícia.

Elaboradas mensalmente, as pesquisas Icec e ICF possuem margem de erro de 3,5% e um intervalo de confiança de 95%. Enquanto a primeira é feita com mil empresários, a segunda ouve mil consumidores em Belo Horizonte. (Da redação)