Crédito: REUTERS/Sergio Moraes

São Paulo – A economia brasileira deve crescer 2,5% em 2020, disse nesta terça-feira (21) o ministro da Economia, Paulo Guedes.

A projeção, feita durante painel do Fórum Econômico Mundial, em Davos, supera em 0,1 ponto percentual a estimativa, de 2,4%, da equipe econômica do governo para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. O Banco Central (BC) estima crescimento de 2,2%.

A projeção de Guedes para 2019 também supera a divulgada pelo Ministério da Economia, de 1,12% em 2019.

“Já estamos melhores, crescemos 1,2% em 2019 e devemos crescer 2,5% neste ano”, disse o ministro.

Ele afirmou que a reforma da Previdência foi o primeiro passo em direção a diminuição da dívida pública, o que deve alavancar o PIB. Guedes destacou ainda os protestos a favor das mudanças na aposentadoria.

“Países como a França não têm força política para fazer a reforma, mas o povo brasileiro foi às ruas em nome de seus filhos. [Com a reforma] Eliminamos os privilégios dos funcionários públicos”, afirmou.

O ministro também defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Emergência Fiscal como uma versão brasileira do shutdown americano -interrupção da prestação de serviços públicos- , só que, ao invés de não receber, o funcionário público não tem aumento.

“Num país que cresce 2%, 3%, 2,5% este ano, e tem inflação de 4%, as receitas crescem 7%, quase 8%. Em dois anos, é um pouco menos de 20% em receitas crescendo. Então se você congela a conta de salários por um ano e meio, ou dois anos, desaparece [o problema]. A situação está controlada”, disse.

Guedes também mencionou a Lei da Liberdade Econômica, sancionada em setembro, como um dos avanços do governo. “Nos Estados Unidos, tudo é permitido, menos o que é proibido. No Brasil, todo é proibido, menos o que é permitido. E é desse jeito que a corrupção se espalha, quanto maior o nível de controle do governo dos recursos, maior a corrupção. O poder corrompe, então descentralizar os recursos e o poder político está na agenda”. (Folhapress)