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EDITORIAL | Com cuidado e sem alarme

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Crédito: Reuters

A chegada do novo coronavírus ao País, segundo as primeiras informações divulgadas trazido por um paulista aparentemente contaminado na Itália, assusta mas, conforme muito bem lembrou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, não deve provocar pânico, como a equivocada compra de máscaras, já esgotadas no mercado, e de uso quase sempre equivocado.

Com a mesma velocidade que a gripe se espalha, repetem, e não apenas no Brasil, informações desencontradas e alarmistas, tornando maior um problema – mais um! –, que, conforme avaliações científicas, é menos grave do que parece, “pouco mais que uma gripe comum”, como disse uma médica acreditada.

Cuidados são elementares, como manter a higiene, sobretudo das mãos, cuidados que na realidade deveriam ser permanentes, e deveria ser comum, obrigatório, o uso de máscaras quando houver suspeita de contaminação.

É preciso entender o que realmente se passa, ainda que seja de fato assustadora, à primeira vista, a velocidade com que o vírus vai se espalhando pelo mundo. E nesse sentido bastaria lembrar que tanto a gripe asiática quanto a gripe suína foram potencialmente mais graves e mesmo assim controladas.

No caso presente, cabe lembrar que o índice de fatalidades é baixo, em torno dos dois por cento, e com riscos maiores para idosos e crianças nos seus primeiros meses de vida.
Isolamento, para baixar as proporções da multiplicação de casos, e cuidados médicos, que na maioria dos casos podem e devem ser realizados no ambiente doméstico, que são quase os mesmos indicados para as gripes comuns, aquelas absolutamente incorporadas ao cotidiano, como repouso e hidratação, representam o caminho para a cura previsível, sem maiores consequências.

Sem alarme e, sobretudo, sem ajudar a impulsionar distúrbios na economia, estes sim, com potencial de risco, aqui e no resto do planeta. Assim é que, sem ser preciso atravessar fronteiras, já é sabido que a indústria eletrônica, tanto em Manaus quanto no Sul de Minas e em outros pontos do País já é afetada pela quebra da oferta chinesa de componentes dos quais são altamente dependentes.

Uma espécie de efeito dominó que rapidamente afetou câmbio e bolsas mundo afora, além de preços de commodities, agrícolas e minerais, ponto de particular interesse para o Brasil, que tem justamente na China seu maior cliente.

São motivos bastantes para preocupação e cuidados, porém sem que sejam abertas brechas para precipitação, menos ainda para especulação. Especialmente nos dias que correm em que a velocidade da propagação de informações é proporcional à sua confiabilidade.

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