Crédito: REUTERS/Mariana Greif

Buenos Aires – O presidente argentino Alberto Fernández disse que estabeleceu o prazo de 31 de março para renegociar a dívida pública galopante da Argentina e que um Fundo Monetário Internacional mais “inovador” aprova a direção que seu governo está tomando.

A Argentina está conversando com os detentores de títulos e outros credores para reestruturar cerca de US$ 100 bilhões em dívida, entre eles o FMI, a quem deve cerca de US$ 44 bilhões.

“Acho que daqui até 31 de março nossa trajetória ficará muito clara”, afirmou Fernández em entrevista publicada no domingo pelo site de notícias online El Cohete A La Luna. “Esse é o teto que estabelecemos, porque há vencimentos significativos”.

Os partidários de Fernández esperam mais gastos do Estado para ajudar as famílias que lutam em meio ao baixo crescimento, aumento da pobreza e inflação acima de 50%.

Depois de assumir a presidência há pouco mais de um mês, seu governo anunciou planos para aumentar os impostos sobre as exportações agrícolas, bem como esforços para obter receita com ativos estrangeiros e dólares de turismo argentino gastos no exterior.

As medidas trouxeram críticas da oposição, mas, segundo Fernández, conquistaram a aprovação do FMI. “Tudo que foi proposto até agora foi visto como pontos de partida essenciais para ajustar a economia”, disse.

Autoridades do FMI em Buenos Aires não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

(Reuters)