Crédito: Divulgação

São Paulo – A companhia aérea low cost argentina Flybondi inaugurou ontem sua rota entre São Paulo e Buenos Aires. A empresa, que opera no Brasil desde outubro de 2019, vai começar a voar em ao menos mais duas cidades brasileiras até maio.

Em março, passará a ter voos também entre Porto Alegre e a capital da Argentina. Hoje, a aérea já opera voos para a capital argentina a partir de Rio de Janeiro e Florianópolis.

Em São Paulo, os voos da Flybondi sairão do aeroporto internacional de Guarulhos com destino ao aeroporto de El Palomar, a 18 quilômetros do centro de Buenos Aires.

Inicialmente, serão três voos semanais, às segundas, quartas e sextas-feiras, segundo o diretor comercial da empresa, Mauricio Sana Saldaña. A partir de março, serão quatro partidas por semana.

A companhia afirma que consegue praticar preços 30% inferiores à média do mercado brasileiro. Para isso, transporta em geral 189 passageiros por voo em seus aviões, o que, segundo Sana Saldaña, é 15% mais que a uma companhia aérea regular.

“A diferença entre as low cost é que diluímos os custos fixos. Colocamos a maior quantidade de assentos possível, e o preço por passageiro é reduzido. Além disso, nossos aviões voam em média 11 horas, contra 8 horas de uma companhia comum”, afirma.

Os processos de embarque e decolagem, por exemplo, são feitos em média em 30 minutos pela Flybondi, segundo o executivo.

“Percebemos que existe uma demanda brasileira [por voos para a argentina]. Com uma tarifa adequada, há interesse. Cerca de 20% das passagens da rota entre Rio e Buenos Aires são compradas no Brasil. Em São Paulo, 40%, e nossa meta é chegar a 50%”, diz.

Segundo Sana Saldaña, as operações brasileiras já representam 9% dos passageiros transportados hoje nas 24 rotas operadas pela companhia. Até o fim de 2020, a estimativa é que essa parcela chegue a 16%. A ocupação média dos voos brasileiros é de 85%.

Em Porto Alegre, serão três voos semanais, aos sábados, terças e quintas-feiras.

Em maio, a empresa pretende iniciar voos de outra cidade no País, e analisa opções cinco opções. Brasília, Belo Horizonte e Recife estão entre elas. Não está nos planos da marca fazer voos domésticos no Brasil em 2020.

O executivo afirma que a empresa, que tem hoje uma frota de cinco aviões Boeing 737-800 NG, tem um plano de expansão de rotas que depende de novos aviões.

“A ampliação da frota depende da realidade macroeconômica e da disponibilidade de equipamentos no mercado. Com os problemas do Boeing 737 MAX, a disponibilidade de aviões 373-800 diminuiu”, diz Sana Saldaña. (Folhapress)