Crédito: REUTERS/Rodrigo Garrido

Santiago – O crescimento na América Latina estagnou em 0,1% em 2019 e avançará um pouco menos do que o esperado este ano, prejudicado pelas fraquezas e atrasos externos nas grandes economias regionais, como México e Argentina, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quarta-feira (29).

Em suas primeiras projeções do ano sobre a atividade da região, o órgão sediado em Washington indicou que os países da América Latina apresentarão um crescimento de 1,6% este ano, uma queda de 0,2 ponto percentual em relação a seu relatório de perspectivas de outubro. No próximo ano, a atividade mostrará um avanço de 2,3%, acrescentou.

O novo panorama incorporou os efeitos de uma recuperação gradual prevista no mundo e apontou como fatores de risco as tensões sociais que surgiram em países como o Chile, onde o Fundo aplicou um drástico rebaixamento das projeções para a expansão deste ano, a 0,9%.

“Embora as causas das tensões sociais variem de um país para outro, elas geralmente refletem insatisfação com certos aspectos dos sistemas econômicos e políticos”, disse o FMI em comunicado, acrescentando que a chave para reativar o crescimento “é torná-lo mais inclusivo”.

O Chile, que já foi um dos países mais estáveis da América Latina, foi abalado em outubro por violentos protestos contra o sistema econômico que deixaram dezenas de mortos, danificaram a infraestrutura pública e alarmaram os investidores. O Produto Interno Bruto do país cresceu apenas 1% em 2019, de acordo com o relatório.

O FMI também reduziu sua previsão de crescimento para o PIB do México em 0,3 pontos, para 1% este ano, enquanto aguarda a normalização das condições econômicas, em grande parte sujeita a laços comerciais com os Estados Unidos, a política fiscal de seu governo de esquerda e o investimento fraco.

(Reuters)