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Coronavírus livre

Governo garante abastecimento agrícola

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Aprosoja confirmou continuidade de atividades no campo | Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

São Paulo – A produção agrícola do Brasil seguirá ocorrendo normalmente em meio às medidas de combate ao novo coronavírus, disseram entidades do setor e a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, nessa quarta-feira (18).

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as medidas aplicadas por governos no combate à doença – como isolamento social – não podem ser absolutas, e a cadeia de produção e comercialização de alimentos deve permanecer sem alterações, assim como os serviços de saúde, uma vez que a demanda não será reduzida pela crise.

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“Do contrário, se faltarem alimentos ou se houver irregularidades no abastecimento, a saúde das pessoas será afetada e a própria harmonia social, que tanto precisamos nessa hora, será atingida”, disse a CNA em comunicado.

No mesmo tom, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) também garantiu que as atividades no campo seguirão normalmente, acrescentando ver demanda aquecida por alimentos.

“Outros setores da economia já estão sendo afetados pela epidemia. Mas nós no campo não. Os brasileiros podem ficar tranquilos que vamos fazer a nossa parte para manter a economia aquecida”, disse em nota o presidente da Aprosoja, Bartolomeu Braz Pereira.

Em evento ontem, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, corroborou a posição das entidades, afirmando que a população deve se manter tranquila em relação ao abastecimento de alimentos.

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“O Brasil é um grande celeiro, produtor de alimentos, e não precisamos ter nenhuma expectativa negativa de que não teremos alimentos para nosso povo”, disse Tereza, segundo nota divulgada pela pasta. (Reuters)

Preço da carne bovina pode recuar com menor demanda de frigoríficos

São Paulo – A ausência de frigoríficos das negociações no mercado físico do boi gordo, afetados por problemas logísticos e medidas de contenção do coronavírus que limitam o consumo, tende a derrubar os preços da arroba bovina e, consequentemente, da carne comercializada no mercado interno.

Grandes indústrias, como Minerva e JBS, já sinalizaram que devem mudar o ritmo de abates, enquanto outras indústrias de carnes de diferentes portes também reduziram suas intenções de compra de boi em meio às dificuldades de escoamento da proteína, disseram analistas.

Nesta semana, a JBS afirmou que avaliava a suspensão de abates em unidades localizadas no Centro-Oeste e a Minerva Foods anunciou que dará férias coletivas para os funcionários de quatro plantas, diminuindo a procura por compra de gado na região.

Na ponta das exportações, faltam contêineres para embarcar o produto, visto que parte dos que foram enviados para a China ainda não retornaram.

Além disso, “a suspensão e reagendamento de pedidos da Europa também prejudicou as vendas externas de carne”, afirmou o diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres.
Internamente, a limitação de trânsito de pessoas nas cidades, como medida de prevenção ao coronavírus, reduziu entre 20% e 30% a demanda por alimentação fora do lar, acrescentou Torres, e com as pessoas em suas residências o consumo de carne bovina é menor.

Em São Paulo, estado com maior número de pessoas infectadas pela doença, o preço médio de todos os cortes de bovino analisados pela Scot baixou 2,1% no acumulado deste mês, em relação a fevereiro.

A arroba, que na última sexta-feira era negociada em São Paulo por R$ 200 à vista e R$ 202 a prazo, de acordo com levantamento da Scot, ficou sem referência de preço ontem.

“Houve negócios a R$ 180 por arroba nesta quarta-feira (ontem), forte queda de R$ 20 por arroba comparada à média de sexta e foram fechadas apenas compras pontuais. O mercado está praticamente paralisado, quase não tem negócios”, afirmou Torres.

O analista da consultoria Agrifatto, Gustavo Machado, destaca que esta retração das indústrias de carnes gera sobras de oferta no mercado interno e tende a reduzir ainda mais os preços da proteína ao longo da cadeia.

Próximos meses – Com base nas projeções do Ministério da Saúde, o diretor da Scot acredita que a epidemia do coronavírus tende a permanecer pelos próximos meses e quando as indústrias voltarem de seus recessos, em abril, o período coincide com a etapa de escoamento da safra de gado.

A área de Commodities da XP Investimentos explicou à Reuters que, com a redução das chuvas, os pecuaristas precisam retirar o gado do pasto e iniciam um processo de venda em março que se estende até meados de maio.

“A valorização do milho força ainda mais o pecuarista a vender o boi, porque se ele não fizer isso terá que arcar com um custo elevado de ração”, disse a XP. “O negócio é vender o animal antes que dê prejuízo”.

Sendo assim, em um cenário de ampla oferta de gado disponível para abate, ainda que as indústrias retomem suas intenções de compra no mês que vem, o viés de preço para a arroba tende a continuar negativo.

Em contrapartida, Torres, da Scot, afirmou que se a doença for controlada, os fundamentos do mercado de bovinos podem voltar a ser positivos, principalmente devido à necessidade de importação de países como a China, que seguem acometidos pelos efeitos da peste suína africana e pela gripe aviária. (Reuters)

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