Ibram aponta crescimento no setor extrativo
Crédito Daniel Mansur

No mesmo dia em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a indústria extrativa apresentou queda de 9,7% em 2019, sendo determinante para recuo de 1,1% no desempenho da produção industrial brasileira, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) apresentou outros resultados, com base em metodologia diferente da utilizada pelo IBGE. Segundo o Ibram, a produção mineral, excluindo os segmentos óleo e gás, cresceu 11% em 2019 (em dólar).

A metodologia do Ibram, conhecida como Produção Mineral Brasileira (PMB), leva em conta uma média do volume de produção dos bens minerais produzidos no Brasil, preços praticados no mercado nacional e internacional, e também o comércio exterior do setor de mineração. A PMB do Ibram desconsidera os setores de óleo e gás.

Assim, pelos cálculos do Ibram, o crescimento de 11% em dólar em 2019, reflete o resultado de US$ 38 bilhões em 2019, ante US$ 34 bilhões no ano anterior. O resultado foi puxado pelo aumento de preço médio do minério de ferro, leve recuperação do setor de agregados da construção, significativo aumento do volume de produção do manganês e variação cambial que favoreceu exportações.

“O preço médio do minério do ferro em 2018 foi de US$ 69/tonelada, e em 2019, foi de US$ 93/tonelada demonstrando como o principal produto mineral do Brasil tem forte influência na composição da PMB”, informou o Ibram, em nota. O minério de ferro corresponde a 65% da PMB.

Rompimento – O efeito do rompimento de barragem em Brumadinho provocou redução na produção de minério de ferro em Minas Gerais da ordem de 50 milhões de toneladas. Portanto, em 2018 foram produzidas 450 milhões de toneladas no Brasil e em 2019 cerca de 400 milhões de toneladas estimadas.

Royalties – Mesmo com a defasagem na produção de ferro, a arrecadação de CFEM, o royalty devido pela exploração mineral, foi superior em 2019 ao ano anterior, passando de R$ 3 bilhões para R$ 4,5 bilhões

“O Instituto Brasileiro de Mineração reconhece a metodologia do IBGE como significativa para mensurar o mercado interno brasileiro, no entanto, pelo setor de mineração ser considerado insumo para toda cadeia industrial brasileira, e nesta metodologia o produto final só é contado uma única vez, o Ibram optou por desenvolver metodologia própria, mais aderente ao setor mineral que representa”, conclui o Ibram. (Da Redação)