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O governo iraniano rejeitou, nesta segunda-feira (13), o apoio demonstrado pelo presidente Donald Trump aos protestos que aconteceram nos últimos dias, sublinhando que o país não esqueceu a morte do general Soleimani e as sanções impostas ao país pelos Estados Unidos.

Entretanto, Teerã negou que a polícia esteja respondendo de forma violenta aos protestos que começaram depois que o governo do Irã admitiu culpa no acidente com um avião ucraniano na semana passada.

No último sábado (11), Teerã admitiu responsabilidade no abate de um avião da Ukrainian International Airlines, depois de vários negando envolvimento no acidente em que morreram 176 pessoas, incluindo cidadãos iranianos, canadenses e ucraniano, entre outros.

Logo no sábado, depois do mea culpa das autoridades iranianas, o país registrou violentos protestos contra o regime, manifestações que se repetiram no domingo e nesta segunda-feira.

Durante o fim de semana, o presidente norte-americano demonstrou no Twitter o seu apoio aos manifestantes, pedindo ao regime para que não exerça violência sobre quem protesta nas ruas.

“O Governo do Irã deve permitir que os grupos de Direitos Humanos monitorem e relatem os fatos sobre os protestos em curso do povo iraniano. Não pode haver outro massacre de manifestantes pacíficos, nem um apagão da Internet. O mundo está atento”, escreveu o presidente norte-americano no Twitter, em inglês e em farsi.

Trump acrescentou, em outra mensagem dirigida ao “corajoso povo iraniano”, que a “presidência” norte-americana e a Administração “estão do seu lado desde o princípio e vão continuar ao seu lado”.

Nesta manhã, o regime iraniano reagiu, através da televisão estatal, às palavras de Trump. Ali Rabiei, porta-voz do governo do Irã, assinalou os iranianos que não esqueceram da morte do general Qassem Soleimani e que os Estados Unidos são responsáveis por grande parte das dificuldades econômicas sentidas pelos iranianos no momento.

Para o porta-voz do governo de Teerã, os tweets de Trump em defesa dos manifestantes iranianos são “lágrimas de crocodilo”.

(Agência Brasil)