Crédito: REUTERS/Cooper Neill

Washington – O déficit comercial dos Estados Unidos caiu para uma mínima em mais de três anos em novembro, com as importações diminuindo ainda mais -provavelmente pressionadas pela guerra comercial do governo Trump contra a China- e as exportações se recuperaram, sugerindo que a economia norte-americana terminou 2019 firme.

A força da economia foi destacada por outros dados divulgados nesta terça-feira (7), mostrando a atividade de serviços acelerando em dezembro. No entanto, o setor de serviços registrou moderação no crescimento de novos pedidos e contratações, o que está de acordo com as expectativas de que o crescimento econômico desaceleraria em 2020, à medida que o estímulo dos cortes de impostos de 2018 desaparece.

O Departamento de Comércio dos EUA informou que o déficit comercial caiu 8,2%, para 43,1 bilhões de dólares, o menor desde outubro de 2016. A queda percentual foi a maior desde janeiro.

O déficit comercial diminuiu 0,7% até novembro e está a caminho de registrar seu primeiro declínio anual desde 2013. Embora a conta comercial reduzida deva impulsionar o Produto Interno Bruto no quarto trimestre, a queda nas importações de bens de consumo também sugere um esfriamento na demanda doméstica.

Os dados de outubro foram revisados para mostrar que o déficit comercial diminuiu para 46,9 bilhões de dólares, em vez dos 47,2 bilhões anteriormente relatados. Economistas consultados pela Reuters previam que o déficit comercial cairia a 43,8 bilhões de dólares em novembro.

O déficit no comércio de mercadorias com a China, foco da agenda “América Primeiro” da Casa Branca, caiu 15,7%, para 26,4 bilhões de dólares, com as importações caindo 9,2% e as exportações saltando 13,7%.

Em outro relatório desta terça-feira, o Departamento de Comércio dos EUA informou que os pedidos à indústria caíram 0,7%. Os dados de outubro foram revisados para mostrar que os pedidos aumentaram 0,2% em vez de 0,3%, conforme relatado anteriormente.

(Reuters)