Crédito: REUTERS/Denis Balibouse

Washington – O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, afirmou nesta terça-feira (4) que não se encontrará com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante sua atual visita a Washington, mas acredita que as autoridades norte-americanas compartilham um senso de urgência sobre a reforma do órgão comercial global.

Azevêdo disse que está em contato constante com o escritório do Representante de Comércio dos EUA e que pode retornar a Washington se uma reunião com Trump ou outras autoridades for marcada.

“Eu vim aqui para este evento. Isso não significa que não posso voltar. Preciso que alguém me diga: ‘Este é o momento’. Há um senso de urgência aqui também”, disse Azevêdo, ressaltando a necessidade de mudanças estruturais na OMC para refletir os desenvolvimentos econômicos globais, incluindo a ascensão da China e o surgimento da economia digital.

Azevêdo disse que Trump deixou claro durante uma reunião no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, no mês passado, que queria ver a OMC mudar e disse que havia sido convidado a Washington para discutir o quão profunda seria essa reforma.

A União Europeia, a China e outros 15 membros da Organização Mundial do Comércio concordaram no mês passado em criar um mecanismo temporário para resolver disputas comerciais depois que uma ação dos EUA tornou a OMC incapaz de atuar como árbitro do comércio global.

Washington congelou o Órgão de Apelação, que atua como um tribunal supremo para o comércio internacional, bloqueando as nomeações por mais de dois anos. Dois dos três membros do órgão completaram seus mandatos em dezembro, deixando-o incapaz de emitir decisões.

(Reuters)