No período foram vendidos 45,5 mi smartphones | Crédito: Pixabay

Em 2019, o mercado oficial de celulares registrou a venda de 48,6 milhões de aparelhos, alta de 3,3% em relação ao ano de 2018. É o que revela o estudo IDC Brazil Mobile Phone Tracker Q4/2019, da IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.

No período, foram comercializados 45,5 milhões de smartphones e 3,1 milhões de feature phones, respectivamente 2,2% e 23,5% a mais do que em 2018. A receita também cresceu 5,6% em comparação a 2018 e foi de R$ 56,7 bilhões, sendo R$ 56,3 bilhões pela venda de smartphones e R$ 376,8 milhões de feature phones.

“O ano de 2019 foi marcado pela chegada de novas marcas no mercado brasileiro e pelo lançamento – também por parte de players já consolidados no País – de aparelhos inovadores, com especificações melhoradas e modelos mais sofisticados.

Ou seja, produtos que chamaram a atenção do consumidor final, que, em média, já está no seu 4° ou 5° smartphone”, afirma o analista de mercado em Mobile Phones & Devices da IDC Brasil, Renato Meireles.

Já sobre a alta nas vendas de feature phones, o analista da IDC Brasil atribui ao conjunto necessidade, preço e confiança. “Em muitas regiões o celular ainda é usado basicamente para fazer e receber ligações, função que o aparelho básico dá conta. Além disso, até o terceiro trimestre de 2019, o consumidor não estava tão confiante e buscou feature phones porque são bem mais baratos”, explica Meireles.

Segundo o estudo da IDC Brasil, o melhor desempenho do mercado de celulares foi registrado no segundo e no quarto trimestres de 2019. O segundo trimestre se destacou porque operou normalmente, enquanto em 2018 sofreu os impactos da greve dos caminhoneiros. Já no quarto trimestre, houve um avanço por conta de uma Black Friday que bateu recordes de vendas pela segunda vez consecutiva.

Em relação ao tíquete médio, os smartphones intermediários de entrada, que custam entre R$ 700 e R$ 1.099, foram os mais vendidos em 2019, com 22,1 milhões de unidades comercializadas, um aumento de 33% na comparação com 2018. Os smartphones super premium, acima de R$ 3.000, também se destacaram e tiveram a segunda maior alta em 2019, de 17,2%, com 3,0 milhões de unidades vendidas.

Nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2019, foram vendidos pouco mais de 12 milhões de smartphones e 773,7 mil feature phones, alta de 12% e 22,4% na comparação com 2018, respectivamente. A receita foi de R$ 15,3 bilhões, alta de 7,8% em relação ao ano de 2018.

Mercado cinza – Em 2019, o mercado cinza vendeu 3,8 milhões de smartphones, alta de 344%, e 677,8 mil feature phones, queda de 42,3% na comparação com 2018.

“Os smartphones foram o grande alvo do mercado ilegal no ano passado. Com fabricantes entrantes no mercado brasileiro ofertando lançamentos com especificações mais robustas, o consumidor buscou varejistas que enxergaram uma oportunidade de praticar a venda ilegal destes e demais modelos por preços bem abaixo do mercado, em alguns casos com mais de 50% de diferença em relação ao preço das lojas oficiais. Essa prática levou fabricantes que atuam no mercado oficial, varejistas “legais”, entidades governamentais e até mesmo a Polícia Federal a focar em um trabalho conjunto para banir a venda ilegal, que resultou em perdas de receitas e de impostos arrecadados”, conta o analista da IDC Brasil.

Já os feature phones tiveram o movimento contrário. “O preço desse tipo de aparelho já não induz ao mercado ilegal e, além disso, as marcas fizeram várias ações em parceria com o varejo para aumentar a visibilidade dos feature phones no PDV”.

Previsão – “Até o momento, a previsão é de que o mercado de smartphones chegue ao final de 2020 com alta de 2%, considerando os índices de confiança do consumidor e do investidor, o PIB e as reformas administrativa e tributária que estão por vir e são positivas.

Para o mercado de feature phones, a previsão é de queda de 3,5%. O mercado ilegal deve registrar queda de 39%, resultado das ações feitas ao longo do ano. No entanto, a oscilação do dólar e o surto de coronavírus podem impactar diretamente nos resultados previstos”, finaliza o analista da IDC Brasil, Renato Meireles. (Da Redação)