Venda pela internet ainda não é realidade na maioria dos supermercados
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O comércio digital não tem fronteiras nem limites. Pela internet, é possível comprar tudo. Ou melhor, quase tudo. Por incrível que pareça, itens básicos como alimentos e bebidas ainda não são tão fáceis de pedir via on-line. Das 50 maiores redes supermercadistas brasileiras, 18 dão a seus clientes a possibilidade de compra desses itens pela internet. Ainda assim, em cinco desses grandes grupos varejistas, o e-commerce não é oferecido em todas as marcas da rede. Exemplo: no GPA, as bandeiras Extra e Pão de Açúcar contam com supermercados virtuais. Já as marcas Compre Bem e Assaí não têm e-commerces.

Resumo da ópera: considerando que as maiores empresas contam com mais recursos e estrutura para a criação e manutenção de plataformas de venda on-line, é fácil concluir que a imensa maioria dos varejistas de médio e pequeno portes ainda não contam com e-commerces próprios.

Assim, mesmo sendo o segmento mais importante do varejo em todo o mundo, o setor supermercadista é, paradoxalmente, aquele onde o e-commerce tem menor participação na receita das empresas. Conforme um estudo realizado pela TetraPak, as vendas on-line em 2017 responderam por apenas 0,2% – trocando em miúdos, um quinto de 1% – do faturamento do setor supermercadista.

Segundo outra pesquisa, realizada pelo Brasil Supermercados Online, em 2023, os supermercados brasileiros poderão faturar R$ 48,65 bilhões com as vendas pela internet. Mas hoje, a bem da verdade, esse imenso mercado está praticamente inexplorado – é uma espécie de Oceano Azul, com pouca ou quase nenhuma concorrência.

Mais do que um mar de possibilidades de negócios, no entanto, o universo virtual e sua convergência com os negócios offline são vistos por especialistas como o new retail (novo comércio), o comércio do futuro – aliás, brevíssimo futuro. Segundo os experts, no novo modelo só irão sobreviver as empresas que conseguirem a integração total dos canais on e offline.

No caso dos supermercados, quando for possível comprar absolutamente tudo pelo celular, é provável que ninguém mais veja sentido em enfrentar o trânsito para ir às compras, procurar uma vaga e ainda sair carregado de sacolas. Será muito mais cômodo pedir e pagar os produtos pela internet – e depois só abrir a porta para os entregadores.

Oportunidade – De olho neste mercado potencial de R$ 48,65 bilhões, o aplicativo Taki atende uma ampla gama de setores de varejo, incluindo farmácias, floriculturas, distribuidoras de bebidas e de gás, petshops, açougues, lanchonetes e restaurantes. Mas está voltado principalmente aos supermercados e hortifrútis, especialmente no interior do País.

Para isso, conta com funcionalidades que ajudam a superar as principais barreiras enfrentadas hoje pelos supermercados na expansão de suas vendas on-line – como o desejo dos clientes de comprar produtos perecíveis pessoalmente. Ao pedir delivery de frutas pela plataforma, o comprador pode escolher o ponto de amadurecimento dos produtos (mais madura ou mais verde, por exemplo), como se estivesse diante de uma gôndola de supermercado ou hortifrúti.

Uma espécie de “Rappi do Interior”, com mais de 150 mil itens já cadastrados para venda, o aplicativo tem como objetivo levar aos municípios pequenos e médios – até 200 mil habitantes – as mesmas facilidades trazidas às grandes metrópoles por plataformas como Rappi, iFood e Uber Eats.

Para o consumidor, o Taki apresenta um layout desenvolvido para oferecer a melhor experiência ao usuário, com funcionalidades específicas para o pedido de comidas em restaurantes e lanchonetes. Além de contar com uma grande variedade de lojas 24 horas por dia, o consumidor pode fazer seu pedido de qualquer lugar com conexão à internet, escolher o horário da entrega dos produtos e optar por diversas opções de pagamento.

Já para o lojista, especialmente os donos de comércio de pequeno porte (mercados, minimercados e mercearias) ainda sem presença digital, o Taki oferece a oportunidade de contar com um e-commerce próprio, com direito a uma plataforma gerenciável, onde pode definir produtos, valores, formas de entrega e pagamento. Nela, o gestor do estabelecimento parceiro dispõe de ferramentas como alerta de estoque, que indica quando as unidades de determinado produto estão próximas de se esgotar.

Outra vantagem é a manutenção de uma loja “em tempo integral” – afinal, as compras pela internet podem ser feitas a qualquer momento -, com os seus produtos sendo visualizados por centenas de usuários do aplicativo todos os dias. Em parceria com o app, também há a possibilidade de se oferecer cupons de desconto visando fidelizar os clientes. E, se achar que a parceria não é viável, o varejista pode cancelar o cadastro a qualquer momento e sem qualquer multa.

“O aplicativo surgiu para trazer a praticidade na hora de comprar”, afirma diretor de Expansão da rede Taki, André Matos. “O consumidor ganha em termos de capilaridade, com a gama de produtos ofertados, e o lojista passa a contar com mais um canal de vendas”.

A sede do aplicativo é em São José do Rio Preto, no estado de São Paulo, porém o aplicativo foi testado e aprimorado em Barbacena, no Campo das Vertentes, e em parceria com o Mercado Ceolin. Desde 2019 a plataforma aderiu ao sistema de franquias e está em expansão por todo Brasil, operando nas cidades de Caraguatatuba (SP), Formiga (Centro-Oeste de Minas), Dourados (MS), Ribeirão Preto (SP), Tobias Barreto (SE), Araguaína (TO), Santana do Livramento (RS), Chapadão do Sul (MS) Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), e irá inaugurar as cidades de Volta Redonda e Barra do Piraí (RJ). (Da Redação)