O governo da China anunciou, nesta quarta-feira (13), um programa de subsídios para reduzir os juros de empréstimos pessoais e empresariais, com o objetivo de impulsionar o consumo interno. Pela iniciativa, trabalhadores poderão obter até 3.000 yuans em abatimento de juros — valor equivalente a cerca de R$ 2.260 na cotação atual.
A medida prevê que indivíduos recebam subsídios anuais de 1 ponto percentual sobre o valor de empréstimos de consumo, desde que destinados a despesas verificáveis, como compra de automóveis, cuidados com idosos, educação, turismo, decoração residencial, eletrônicos e serviços médicos. O benefício é válido para operações realizadas entre 1º de setembro de 2025 e 31 de agosto de 2026.
Como vai funcionar
De acordo com o Ministério das Finanças, a ação também contempla empresas de oito setores de serviços, incluindo alimentação, hospedagem, saúde, assistência a idosos e crianças, turismo, esportes, cultura e entretenimento. Para pessoas físicas, o subsídio cobre até 50% da taxa de juros do contrato, limitado a 3.000 yuans por instituição financeira — sendo 1.000 yuans o teto para compras de até 50 mil yuans.
Os recursos para o benefício serão custeados majoritariamente pelo governo central, responsável por 90% do valor, com os 10% restantes a cargo das províncias. Ao todo, 21 instituições financeiras, incluindo os maiores bancos estatais do país, foram designadas para operar a linha de crédito com subsídio.
Contexto econômico
A medida integra a estratégia de Pequim para estimular setores de serviços e diminuir a dependência de investimentos baseados em endividamento e exportações. Pressões como o aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos reforçaram a necessidade de um modelo econômico mais orientado ao consumo doméstico.
Segundo o vice-ministro das Finanças, Liao Min, o programa “vai apoiar o consumo interno como força motriz da economia nacional”, além de contribuir para manter a taxa de emprego e ampliar a infraestrutura de serviços no país.




