A indústria farmacêutica brasileira está prestes a vivenciar uma transformação significativa com a expiração de 1,5 mil patentes de medicamentos até 2030. Essa mudança permitirá a introdução de novas versões genéricas no mercado, elevando em até 20% a presença desses produtos já predominantes em 85% dos itens do programa Farmácia Popular.
O processo envolve empresas farmacêuticas nacionais e internacionais, com o objetivo de tornar os medicamentos mais acessíveis e reduzir os custos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Crescimento de investimentos no setor farmacêutico
Nos próximos anos, a indústria farmacêutica brasileira planeja intensificar investimentos para ampliar a produção de genéricos. Isso inclui avanços em pesquisa, desenvolvimento e estrutura fabril, com um aumento de 35% na competitividade de preços já observado devido às estratégias de eficiência.
Entre 2023 e junho de 2023, o BNDES e a Finep destinaram um total de R$ 11,8 bilhões ao setor. Esse apoio financeiro foi essencial, marcando um aumento de 72% no crédito para a saúde comparado aos anos anteriores, facilitando a inovação tecnológica e o desenvolvimento de novos medicamentos.
Impacto na economia e na saúde pública
A comercialização de genéricos oferece vantagens econômicas expressivas. Em 2024, o mercado de genéricos alcançou R$ 20,4 bilhões, um crescimento de 13,5% em relação a 2023.
O vencimento das patentes é esperado para reduzir significativamente os gastos com medicamentos de alto custo pelo SUS. Ademais, a indústria farmacêutica compromete-se com a inovação e otimização de custos, focando na inovação incremental para melhorar o acesso a tratamentos importantes, como para câncer e diabetes.
Diversas farmacêuticas brasileiras, como Achê e Cimed, já começaram a expandir suas instalações de fabricação para atender à crescente demanda. Com o término das patentes, essas empresas visam fortalecer sua presença de mercado por meio de investimentos substanciais em novas fábricas e desenvolvimento de produtos.




