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Seu relógio de pulso está quebrado? Ele pode valer muito dinheiro

Por Pedro Silvini
04/10/2025
Em Geral
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a man puts on a watch nv hand.

a man puts on a watch nv hand.

Durante anos, especialistas decretaram o fim dos relógios de pulso diante do avanço dos smartphones e, mais recentemente, dos smartwatches. Mas os números contam uma história bem diferente: só nos dois primeiros meses de 2025, as vendas de relógios no Brasil cresceram 42% em relação ao mesmo período do ano anterior. De 2020 a 2024, o faturamento do setor saltou de R$ 950 milhões para R$ 1,4 bilhão, surpreendendo até mesmo executivos da área.

Renato Balbi, presidente da rede de joalherias Monte Carlo, admite que nem o mercado estava preparado: “A morte dos relógios foi anunciada muitas vezes. E cá estamos, ampliando vitrines e produção”, afirma.

Mais que utilidade: tradição, estilo e status

De acordo com Joaquim Ribeiro, presidente da fabricante Technos, a explicação está na mudança de perfil dos consumidores. “Se antes era apenas pela funcionalidade, hoje o relógio é um objeto aspiracional. Ele pode ser parte do visual, símbolo de status ou peça de coleção”, analisa. A própria Technos registrou crescimento de 24% na receita líquida no último trimestre de 2024.

Esse movimento também reflete um fenômeno global. A tradição é um diferencial: o primeiro relógio de pulso, criado em 1814 pelo relojoeiro Abraham Louis Breguet para Carolina Murat, irmã de Napoleão, se tornou referência histórica. No Brasil, a popularização remete a ícones como Santos Dumont, que usava um Cartier feito sob medida para suas viagens aéreas.

Seu relógio quebrado pode render

Com o aumento da procura, até modelos parados ou com defeito ganham valor. Colecionadores buscam mecanismos antigos, enquanto designers reaproveitam peças em criações exclusivas. Mesmo sem utilidade prática, relógios podem carregar valor estético, histórico ou sentimental — e, em muitos casos, financeiro.

Segundo Balbi, parte desse interesse vem também da nova geração: “Influenciadores redescobrem os mecanismos e atraem seguidores. Isso transformou o relógio em objeto de desejo novamente.”

Smartwatches e tradição lado a lado

O avanço dos smartwatches não diminui o espaço dos modelos tradicionais. Em 2024, a receita desses dispositivos cresceu 9%, com aumento de 37% no volume de vendas, segundo a Nielsen IQ GfK. Para empresas como a Samsung, o foco é a saúde: monitoramento de sono, batimentos e até VO2 máximo já fazem parte do dia a dia de quem opta pela versão digital.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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