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O que significa quando uma pessoa não gosta de comemorar o próprio aniversário, segundo a psicologia

Por Pedro Silvini
01/01/2026
Em Geral
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aniversário

(Reprodução/IStock)

Para muitos, o aniversário é sinônimo de festa, bolo e comemoração. Para outros, porém, a data passa quase despercebida — ou até causa desconforto. Segundo a psicologia, não gostar de comemorar o próprio aniversário é mais comum do que parece e pode estar ligado tanto a traços de personalidade quanto a questões emocionais mais profundas.

A aversão a comemorações não é apenas uma questão de “gosto pessoal”. A data costuma carregar simbolismos — sobre o tempo, o envelhecimento e expectativas sociais — que nem sempre são vividos como algo positivo. Segundo especialistas, vários fatores podem explicar esse comportamento.

1. Desconforto com a atenção e com o protagonismo

Pessoas que evitam comemorar o aniversário geralmente não gostam de estar no centro das atenções. A data tende a colocar o aniversariante em destaque — elogios, mensagens, homenagens — algo que pode gerar constrangimento ou incômodo.
Isso costuma estar associado a características como introversão, modéstia e baixo interesse por situações de exposição.

2. Preferência por conexões cotidianas — não por rituais sociais

Muitos que “dispensam” a festa valorizam mais as relações diárias do que os grandes marcos do calendário. Para elas, demonstrações de afeto são mais significativas quando acontecem no cotidiano, e não necessariamente no dia do aniversário.
A psicologia chama isso de baixa dependência de marcos temporais.

3. Visão prática sobre celebrações

Há quem simplesmente veja o aniversário como “mais um dia”. Essas pessoas tendem a ter um estilo pragmático, preferindo experiências autênticas a rituais que enxergam como obrigatórios. Não é aversão à alegria — é apenas ausência de necessidade de grandes cerimônias.

4. Desconforto com elogios e demonstrações públicas de afeto

A festa costuma trazer uma onda de mensagens, declarações e elogios. Pessoas que não gostam do próprio aniversário geralmente preferem formas mais discretas de reconhecimento, ligadas à intimidade e à sinceridade — não à exposição pública.
Esse comportamento é associado ao viés de modéstia, que faz com que elogios causem embaraço.

5. Valorização da privacidade

Alguns evitam a data porque não gostam de compartilhar informações pessoais. Para eles, o aniversário faz parte da sua identidade e deve ser revelado apenas a quem realmente é próximo. São pessoas com alto senso de privacidade e limites bem definidos.

6. Sentimentos complexos sobre o envelhecimento

Para uma parcela significativa, a data desperta reflexões sobre o passar do tempo. Mesmo jovens podem sentir cobranças internas — “eu já deveria ter conquistado X” —, gerando ansiedade ou tristeza.
Esse fenômeno se relaciona ao chamado autoexame temporal, ou a comparação entre quem a pessoa é e quem esperava ser.

7. Rejeição à pressão social

Alguns simplesmente não se identificam com a ideia de que aniversários precisam ser comemorados. Eles têm um alto locus de controle interno, ou seja, não se deixam guiar por convenções sociais e preferem fazer escolhas baseadas no que realmente sentem.

8. Histórico emocional ou experiências ruins

Para outras pessoas, o desconforto tem origem em vivências negativas: conflitos familiares, traumas, perdas ou situações difíceis que ocorreram perto da data. Assim, o aniversário pode se tornar um gatilho emocional.

E quando a tristeza no aniversário é mais profunda?

Embora o termo “birthday depression” (depressão de aniversário) não seja reconhecido oficialmente como transtorno no DSM-5, especialistas afirmam que ele pode estar relacionado a quadros de depressão, ansiedade, traumas ou momentos de fragilidade emocional.

Segundo o psicólogo Ernesto Lira de la Rosa, pessoas com histórico de depressão podem sentir tristeza intensificada na data. Outras podem sofrer ao perceber que não chegaram onde esperavam estar ou por passarem por fases difíceis da vida.

Todas essas reações — do simples incômodo à tristeza profunda — são compreensíveis e válidas, segundo especialistas.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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