Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, identificaram novos marcos no desenvolvimento cerebral humano. Contrariando a crença de que o envelhecimento cerebral começa aos 60 anos, pesquisadores determinaram que a mudança mais significativa ocorre aos 66 anos.
Publicado recentemente na revista Nature Communications, o estudo visa redefinir nosso entendimento sobre as mudanças na neurociência e sugere um desenvolvimento cerebral ativo por mais tempo do que se pensava.
Fases do desenvolvimento cerebral
A pesquisa estabelece cinco fases principais no ciclo de vida cerebral, com importantes pontos de inflexão ocorrendo aos 9, 32, 66 e 83 anos. Até os 32 anos, o cérebro está em um processo contínuo de refinamento e aumento de complexidade.
Aos 66 anos, o início do envelhecimento cerebral é marcado por mudanças na organização das redes neurais. Após os 83 anos, as alterações se tornam mais pronunciadas, definindo a fase de envelhecimento avançado.
Implicações do estudo
As condições relacionadas ao envelhecimento, como demência e hipertensão, podem ser melhor compreendidas à luz das mudanças cerebrais identificadas no estudo.
Após os 66 anos, as redes neurais começam a se reorganizar, tornando o cérebro mais suscetível a transtornos neurológicos. No entanto, esses efeitos não são uniformes: fatores genéticos e ambientais desempenham papéis cruciais no processo de envelhecimento.
O estudo desafia a visão clássica sobre o envelhecimento e abre novos caminhos para tratamento e prevenção de doenças relacionadas à idade. Recomenda-se que estratégias de saúde cerebral sejam iniciadas antes dos 66 anos para maximizar a eficácia.



