Segunda Guerra Mundial, câncer de mama, duas fraturas no quadril, glaucoma, degeneração da retina e até Covid-19. Nenhum desses episódios interrompeu o ritmo de Iñaxi Lasa, espanhola de 101 anos, conhecida nas redes sociais como “Vovó maromba”. Com mais de 130 mil seguidores e rotinas diárias na academia, ela revelou os dois alimentos que retirou da dieta para viver mais: farinha e açúcar.
Em entrevista ao jornal DailyStar, Iñaxi contou que começou a treinar aos 94 anos, quando a cuidadora se lesionou e deixou o cartão da academia em sua casa. Desde então, não perde um dia de atividade física e costuma se exercitar sempre ao lado do filho, Iñaki, de 63 anos.
“Uma comida para viver mais? Azeite de oliva e vegetais. Ser ativo é o melhor, mas a dieta também é importante”, afirmou a centenária.
O caso de Iñaxi reforça o que especialistas brasileiros destacam: viver mais está diretamente ligado a hábitos acumulados ao longo da vida. Em entrevista ao Jornal Midiamax, o geriatra Marcos Belini afirma que o aumento da expectativa de vida no Brasil tem relação com maior atenção à saúde física e mental.
“Quando temos uma cultura voltada a viver melhor e envelhecer melhor, colhemos os frutos lá na frente”, explica Belini.
O médico destaca quatro pilares fundamentais:
Dicas para envelhecer bem
- Alimentação adequada: comida de verdade, proteínas, frutas, verduras e legumes; consumo reduzido de gorduras e açúcares;
- Atividade física regular: essencial para preservar musculatura e preparo para a velhice;
- Saúde mental em dia: propósito de vida, vínculos sociais e bem-estar emocional;
- Acompanhamento médico: exames preventivos e atendimento especializado.
Além destes fatores, o cientista social Eduardo Ramirez Meza destaca que longevidade não depende apenas de escolhas individuais, mas também de políticas públicas articuladas em saúde, assistência, mobilidade urbana e combate às desigualdades.
“Onde essas peças se articulam, a longevidade deixa de ser privilégio e vira política de Estado”, afirma ao Midiamax.
Idosos crescem no Brasil — e Mato Grosso do Sul reflete essa transformação
Dados do Painel das Pessoas Idosas do OCMS mostram que a população idosa em Mato Grosso do Sul cresceu de 239,3 mil para 391,1 mil entre 2010 e 2022. Campo Grande concentra o maior número absoluto, mas municípios menores apresentam maior proporção de idosos, resultado da migração de jovens para grandes centros.
Segundo Meza, esses movimentos demográficos explicam por que cidades pequenas envelhecem mais rápido: jovens migram, idosos permanecem.




