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Após os 65 anos, essa bebida passa a ser considerada arriscada para a saúde, diz neurologista

Por Pedro Silvini
02/01/2026
Em Geral
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metanol bebida alcool

(Reprodução/IStock)

Após os 65 anos, o organismo passa por mudanças biológicas que deixam as células nervosas mais frágeis — e um dos maiores vilões desse processo é o álcool. Segundo especialistas em neurologia e entidades internacionais de saúde, mesmo consumido em quantidades moderadas, o álcool torna-se mais arriscado para idosos, afetando funções cognitivas e ampliando o risco de diversas doenças.

Com o passar dos anos, o corpo perde eficiência na metabolização do álcool, o que faz com que a substância permaneça por mais tempo na corrente sanguínea e tenha efeitos mais intensos.

“As substâncias alcoólicas são neurotóxicas e aceleram a perda de funções cognitivas, como memória, atenção e raciocínio”, explica o Health Service Executive.

O serviço de saúde da Irlanda reforça que não existe nível totalmente seguro de consumo. Mesmo pequenas quantidades podem causar danos, e o risco aumenta com o tempo. Entre os problemas associados estão:

  • Doenças cardíacas
  • AVC
  • Câncer
  • Danos ao fígado
  • Prejuízos cognitivos e demência

Condições pré-existentes — como diabetes, hipertensão e osteoporose — também podem ser agravadas pelo álcool.

Além disso, a tolerância ao álcool diminui após os 65. Em adultos mais velhos, a mesma quantidade ingerida por jovens gera concentrações maiores de álcool no sangue devido à redução da massa muscular e da água corporal.

Risco maior de quedas, acidentes e vulnerabilidade emocional

O uso de álcool também afeta de forma mais intensa a coordenação motora, o julgamento, a atenção e a memória, aumentando a probabilidade de quedas, acidentes de trânsito e falhas que podem comprometer a segurança doméstica — como esquecer eletrodomésticos ligados ou portas abertas.

Segundo o Instituto Americano de Alcoolismo e Abuso de Álcool, 50,9 milhões de pessoas com mais de 65 anos já consumiram álcool em algum momento da vida, e 34,4 milhões beberam no último ano. O órgão alerta ainda que o abuso de álcool cresce entre idosos, especialmente entre mulheres.

Fatores emocionais também têm peso. Muitos idosos recorrem à bebida para lidar com solidão, ansiedade, tristeza ou estresse, mas o efeito é temporário e piora o quadro.

“O alívio imediato se transforma em aumento da ansiedade e depressão, criando um ciclo difícil de romper”, destaca o instituto.

Especialistas recomendam seguir diretrizes de baixo risco, reduzir o consumo e buscar alternativas saudáveis para lidar com questões emocionais. Consultar um médico é fundamental quando o álcool passa a interferir no sono, no humor ou na rotina.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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