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Filme vencedor do Oscar, baseado em fatos reais, é tão aterrorizante que muita gente não consegue assistir até o fim

Por Pedro Silvini
02/01/2026
Em Geral
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Oscar

(Reprodução/IStock)

Um dos filmes mais impactantes dos últimos anos voltou a chamar atenção por um motivo simples: muita gente não consegue assistir até o fim. Lançado em 2022, Entre Mulheres (Women Talking), dirigido por Sarah Polley, venceu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado e foi indicado à categoria de Melhor Filme em 2023.

Agora disponível no Prime Video, o longa voltou a viralizar por abordar uma história real tão brutal que tem causado desconforto em parte do público.

A narrativa se inspira no livro homônimo de Miriam Toews, que por sua vez recriou literariamente crimes reais ocorridos entre 2005 e 2009 na colônia menonita de Manitoba, na Bolívia.

Na época, mulheres e meninas começaram a acordar ensanguentadas, machucadas e sem memória, após serem drogadas durante a madrugada. Por anos, seus relatos foram desacreditados — classificados como “obra do diabo” ou “produto de imaginação feminina”.

Em 2009, a verdade veio à tona: homens da própria comunidade invadiam as casas, sedavam as famílias com tranquilizantes usados em gado e estupravam mulheres e crianças.

A escritora descreveu o livro como um “ato de imaginação feminina”, conceito que Sarah Polley levou para o cinema para transformar trauma em reflexão.

“O filme é mais que uma denúncia; é uma tentativa de reimaginar como uma sociedade lida com a dor e com o poder”, explicou Polley em entrevistas sobre o projeto.

Uma obra poderosa — e difícil de assistir

Apesar de Entre Mulheres não exibir nenhuma das agressões, a carga emocional é tão intensa que parte do público relata dificuldade em concluir a sessão. O filme se concentra no momento em que, após as prisões dos agressores, três famílias se reúnem secretamente para decidir o futuro da comunidade:

  • ficar e lutar,
  • fazer nada,
  • ou abandonar o local para sobreviver.

A obra combina dor, fé e esperança em um debate íntimo e inflamado sobre violência, autonomia e liberdade.

A atriz Frances McDormand, produtora e integrante do elenco, afirmou em debate no Townsend Center:

“Esse filme é uma forma de iluminar o matriarcado, de mostrar o poder da escuta e da imaginação dessas mulheres”.

A escolha de não mostrar a violência, mas sim suas consequências, devolve às mulheres da história o controle sobre sua narrativa,

Críticos também elogiaram. No Rotten Tomatoes, o filme tem 90% de aprovação e é descrito como “poderoso, profundamente atual e carregado de significado”.

Disponível no streaming

Com intensidade emocional e debates que permanecem relevantes — especialmente em temas como violência de gênero e autonomia corporal —, Entre Mulheres se tornou um dos filmes mais comentados e revisitados nos últimos meses.

Para quem deseja assistir, o longa está disponível no Prime Video, mas fica o aviso: trata-se de uma obra transformadora, necessária — e emocionalmente devastadora.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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