A rede de fast food Subway foi adquirida em 2023 pela empresa de private equity Roark Capital por aproximadamente US$ 9,6 bilhões, em um acordo que surpreendeu o mercado e encerrou quase seis décadas de operação como empresa familiar. A aquisição marcou uma das maiores transações da história do setor, ficando atrás apenas da compra da Dunkin’ pela Inspire Brands, por US$ 11,3 bilhões, em 2020.
A Subway havia sido colocada à venda em fevereiro de 2023, em meio a desafios de modernização, competição acirrada e queda no desempenho das lojas. Após seis meses de negociações, a Roark Capital — holding com participações em redes como Arby’s, Buffalo Wild Wings e Sonic — fechou o negócio, que a rede classificou como um “marco importante”.
A operação ainda dependia de trâmites regulatórios, mas já reposicionava a Subway como uma marca pronta para expansão e reestruturação global — algo que começou a aparecer de forma mais clara dois anos depois.
No Brasil, 2025 marca virada com a Zamp
Dois anos após a compra global, os efeitos começaram a aparecer no mercado brasileiro. Em 2025, a Zamp — controladora de Burger King, Popeyes e Starbucks no país — assumiu oficialmente a operação da Subway após a crise da SouthRock e iniciou um processo agressivo de recuperação.
O segundo trimestre de 2025 registrou alta de 30% nas vendas em mesmas lojas, o melhor desempenho desde a mudança de gestão, mesmo com um saldo negativo de unidades (5 aberturas e 16 fechamentos). O delivery, que já responde por 25% do faturamento, cresceu 44% em receita.
“Aplicamos à rede processos já consolidados em outras marcas — como tecnologia de gestão e padronização de indicadores”, explicou Fernanda Pessoa, vice-presidente da marca no Brasil. “Isso acelerou decisões e fortaleceu o suporte ao franqueado”.
Entre as medidas implementadas estão:
- unificação de preços nacionais;
- reforço de promoções como “2 por 24,90” e “Dia do 30”;
- lançamento da linha Subway Séries, com mais proteína e ticket médio maior;
- padronização de cardápio e usabilidade no delivery.
Desafio agora é reconquistar franqueados
Apesar dos avanços, a rede ainda carrega cicatrizes da gestão anterior. Muitos franqueados seguem cautelosos, e a Zamp trabalha para reconstruir a confiança.
Novos formatos, como quiosques e lojas de conveniência, foram criados para reduzir o investimento inicial e permitir expansão gradual. A empresa também reforçou o suporte operacional e a estabilidade de margens, antes prejudicada pela volatilidade de preços.
A meta da nova fase é equilibrar ofertas premium e promoções — combinação vista como essencial para sustentar o crescimento sem comprometer a rentabilidade.




