A China iniciou a aplicação de novas tarifas sobre a importação de carne bovina do Brasil, visando resguardar a produção agropecuária local. A medida, efetivada a partir desta quinta-feira, 1º de janeiro, estabelece cotas anuais para a carne brasileira.
O limite está fixado em 1,106 milhão de toneladas, sendo que qualquer excedente estará sujeito a uma tarifa adicional de 55%. Essa decisão faz parte de uma iniciativa para sustentar a indústria local chinesa, que enfrenta desafios devido a importações maciças de carne bovina.
A China justificou a implementação das cotas como forma de controlar o excesso de oferta e estimular a indústria doméstica. Em 2025, o Brasil exportou cerca de 1,499 milhão de toneladas de carne bovina para a China, consolidando uma relação comercial significativa. Com essas novas regulamentações, o Brasil precisará adaptar suas estratégias e explorar novos mercados.
Impacto econômico
As novas tarifas podem resultar em uma significativa redução de receitas. A China é responsável por aproximadamente 45% das exportações de carne bovina brasileira, tornando essencial que o Brasil ajuste seus fluxos de comércio.
Países como Austrália e Estados Unidos também enfrentam cotas rígidas, embora em volumes menores que o Brasil.
Para mitigar o impacto, o Brasil planeja buscar novos destinos, como países do sudeste asiático. Essa diversificação é crucial para reduzir a dependência do mercado chinês. Além disso, o governo brasileiro está considerando estratégias diplomáticas e negociações com a China, apesar de não planejar recorrer à Organização Mundial do Comércio neste momento.




