Na noite de 15 de dezembro de 2025, a cidade de Wenzhou, na província chinesa de Zhejiang, foi palco de uma operação policial que culminou na detenção de centenas de cristãos. Autoridades mobilizaram mais de mil policiais, incluindo equipes especiais, para a ação, segundo denúncia feita pela China Aid.
Lin Enzhao e Lin Enci, líderes religiosos locais, foram identificados como principais alvos dessa operação.
Crescente controle sobre práticas religiosas
O episódio em Wenzhou reflete uma tendência de controle do governo chinês sobre práticas religiosas que não seguem as diretrizes do Partido Comunista Chinês (PCC). As autoridades teriam bloqueado o acesso a igrejas e confiscado pertences de membros, enquanto censuravam postagens nas redes sociais que denunciavam tais ações.
Essa repressão tem sido uma preocupação persistente para grupos religiosos na China.
Estratégias de repressão e vigilância
A operação em Wenzhou exemplificou o uso de estratégias para controlar a percepção pública, como um espetáculo de fogos de artifício para desviar a atenção da população. Desde 2017, a tentativa de instalação de câmeras em igrejas já revelava o nível de vigilância exercido sobre comunidades religiosas.
Tais ações frequentemente geram resistência e tensões entre religiosos e o governo chinês.
A repressão aos cristãos na China tem atraído críticas globais. Organizações internacionais discutem essas violações em fóruns de direitos humanos, destacando a China como um dos países com mais casos de perseguição religiosa.




